domingo, 19 de setembro de 2010

"Broadway Baby, learning how to sing and dance...": Confissões de uma bailarina aposentada

"I'm just a Broadway Baby.
Walking off my tired feet.
Pounding Forty-Second Street
To be in a show.

Broadway Baby,
Learning how to sing and dance,
Waiting for that one big chance
To be in a show."

Não, Follies não está em cartaz de novo. Essa explicação toda é para dar introdução ao um novo post tragi-comico (of course) da minha vida em NY: as aulas de dança. Demorou, mas voltei aos estudios de dança. Estou fazendo aulas no Broadway Dance Center de Musical Theatre dance e Ballet - ainda longe das pontas.

Algumas coisas que não mudaram com o passar dos anos: Ainda costuro as sapatilhas em tempo recorde! E a habilidade para fazer o coque sem espelho não sumiu.

Estou curtindo novamente o look bailarina antes de aula, e bailarina depois da aula pelas ruas de NY. O bom é que isso é MUITO comum aqui. É aquela coisa bonita de sair com a malha e meia calça e cabelo arrumado antes, e depois a mesma versão mas acabada. Admito que quase morri de dores musculares depois das primeiras aulas, mas achei que seria pior do que foi. E no BDC a gente saí das aulas acabadas!

Choques culturais na dança:

1) As minhas primeiras duas aulas foram de Musical Theatre. Bom, aí vem o primeiro drama. O que usar na aula???
Para alguém que é da escola de ballet clássico o básico para uma aula de dança é meia calça rosa, talvez uma meia calça preta em cima, malha preta e sapatilha rosa, cabelo preso em coque de bailarina, certo?

Bom, mas theatre dance não é assim. Não tem regras! Você pode vestir o que quiser, assim como pode usar o cabelo como quiser, a única coisa é que na hora das coreografias, as meninas devem usar salto alto, conhecidos como character shoes, em português corista. Agora que já fiz duas aulas, já deu pra ver o que o pessoal usa, e já resolvi o meu problema na capezio. Mas aparentemente tem tanta ciência para os saltos é tão complexa quanto a das pontas.

2) There are boys in the class!!! Não 1, não 2... metade da turma era de rapazes. E destaco, era uma turma de 30 pessoas.

3) É tudo no centro! Barra não existe - por isso deixo aqui um agradecimento para Lauren e Didi pelas aulas de ballet contemporâneo que nos ensinaram a manter o equilibrio mesmo em poses bizarras, e se cair, cair com técnica. Porque os grand-pliés e balances foram complicadinhos. 

4) Na aula: alongamentos e aquecimentos normais, plies (incluindo grand-plié, e destaco novamente, no centro), tondues, diagonal, alguma coisa mais técnica e coreografia.

5) Música: tudo é de musicais! Para dar uma idéia, os pliés são com Don't Rain on My Parade. LOVE IT! E o professor é ótimo!! Muito legal, realmente conhece muito de musical e dança. Até tem um senso de humor meio Silvio (para as ex-alunas do Ballet Studio), por mais que ele não nos chame de "bagaceiras" ou solte frases celebres como "isso aí é perna de bailarina velha". 

A primeira coreografia que eu aprendi foi do Hercules - que não é musical, mas filme da disney e pra dançar tá valendo. E, recadinho especial para aqueles que participaram das audições de Hairspray, The Gospel Truth continua me atormentando aqui. Mas era a continuação da musica num tempo MUITO absurdo de tão rápido! Bem challenging, ainda mais porque além dos passos a gente tem que interpretar. Então não nos deixam sofrer muito. 

O clima da aula é muito legal e já deu pra conhecer bastante gente. Tem de tudo, né?! Gente que tá lá pra profissional e outras que vão pra se divertir.   

Bom, agora ao Ballet...

Primeira coisa que preciso dizer é que é muito confortante saber exatamente a ordem que vai ser a aula. Com o caos que é a aula de Musical Theatre, onde eu tenho que ficar 100% atenta, na aula de ballet dá pra relaxar um pouco. E por ser uma aula para iniciantes eu fico mais tranquila ainda pois técnicamente já vi muitas das coisas que eles estão ensinando.

Não estou tão enferrujada como achava, mas finalmente sou a bailarina velha que o Silvio sempre disse que nós eramos. Mas agora eu realmente sou mais perto da "velha" em idade. Pernas acima de 90 graus (para não dizer 45)?! Não existe! Flexibilidade? En dehor? Grandes saltos? Pra quê?!

Coisas muito legais de fazer aulas em NY
1) Piano ao vivo!
2) There are boys in the class!!! Em número menor, mas ainda assim mais de 10.
3) Gente de tudo que é tamanho e idade. Gordinhos, magrinhos, altos, baixos, velhos e novos. Muito legal mesmo.

A aula em si foi ÓTIMA! Mas acho que está longe de ser um begginer. Vamos combinar (gurias do ballet, porque aqui vão termos BEM de ballet) pas de chat, pas de bourrée girando e assim vai  tá longe de ser begginer. Eu quase morri para pegar bem a valsa no centro e o rond de jambe, imagina quem realmente é beginer?!

Quanto ao o que o pessoal usa para as aulas. É bem variado. Tem de tudo, mas o básico do ballet funciona. Eu só fiz uma aula por enquanto, e tentei ser o mais tradicional possível - digamos que estava como o Sílvio diria "fantasiada de bailarina".

A professora era muito estilo Jane Blautt, menos séria e realmente mostrava os exercícios da barra pelo menos. E, pardon my french, PQP!!! O que é a técnica deste ser?! Gente, eu me dei o luxo de parar e realmente assistir ela dançar! É absurdo de tão perfeito!   

A boa notícia é que não estou TÃO enferrujada quanto eu achava. Até encarei a primeira fila nas aulas. O que é um desafio para alguém que tá voltando às aulas de dança.

Bom e já que por motivos óbvios não coloquei fotos neste post vou deixar aqui o vídeo da minha apresentação favorita de Broadway Baby, no Hey! Mr. Producer


Sem dúvida Broadway Baby, do musical Follies, é uma das minhas músicas favoritas pelo Sondheim. Além da melodia bem caracteristica dele, cheia de little tricks e notas que não são muito lógicas para os cantores, o texto dela deixa bem claro como é o dia-a-dia para quem quer ter uma carreira nos musicais. E neste vídeo, em especial, temos vários nomes de peso. 

Próximos posts: NY Nightlife, AIESEC, Patti Lupone book signing, e as primeiras aulas do pós!

I LOVE NY!
Aguardem!
Beijos

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fashion Night Out e Broadway on Broadway…

Eu tinha dois outros posts praticamente prontos, mas como estou no aguardo de fotos de terceiros, vou contar então sobre o meu fim de semana passado.

Este é da categoria “Only in NY”, coisas que só acontecem aqui. Além de ser o ínicio da Fashion Week em NY, tendo sexta feira o Fashion Night Out - um evento que começou ano passado para alavancar as vendas das lojas. No domingo teve o primeiro evento gratuito da Broadway deste ano, o Broadway on Broadway, que é um show onde os musicais que estão em cartaz ou que vão ficar em cartaz apresentam algo, e distribuem brindes, descontos e assim vai. Para quem não sabe, em NY o mês de setembro é conhecido também como o mês de volta a Broadway, que é tomada por turistas durante o verão.

Mas vamos por partes. Primeiro o Fashion Night Out que foi o mais emocionante e agrada mais o público geral. :)

O grupo em frente a Barneys
O Patrick, um amigão meu, é designer e me convidou para ir nesse evento há semanas. Como um bom um insider, ele organizou toda a nossa agenda: Marc Jacobs, Saks, Louis Vuitton, Tiffany, Henry Bendel e por último Barneys. Esse é um dia em que as lojas ficam abertas até as 11 da noite e eles fazem promoções e dão brindes. Tá, até aí é um evento de promoção normal. Mas em NY, além disso tudo, eles contam com a presença de vários grandes designers e celebridades. É um mega evento com área vip e tudo.

Bom, eu me atrasei e fui encontrar o pessoal direto na Saks. Quando eu cheguei na loja, o Patrick já estava na área do Victor & Rolf que era mais seleta. Eu estava indo me encontrar com eles mas fui abordada por uma guria que me pergunta se eu quero ganhar um perfume (e é contra a minha religão negar brindes). Eu jurando que era uma amostra gratis. Não!!! Era um perfume caríssimo da Guerlain, e estavam dando apenas 5 e eu fui a última ganhadora. Aí me colocaram numa fila para falar com a Designer, que nessa hora eu NEM imaginava quem era. “I’m a big fan of your work” sempre funciona.

Aí a guria que tinha me chamado antes, que era gerente de marca da revista Tempt’d, me perguntou se eles poderiam me entrevistar já que eu fui uma das poucas ganhadoras e era do próxima do perfil da revista. Aceitei, né?! E com isso assinei mil papéis autorizando o vídeo e assim vai (aqui nos EUA é tudo documentado). E foram os meus 15 segundos de fama em NY, ou pelo menos eu achava.

Subi para o 7º andar onde estavam Patrick e duas amigas. Era uma região bem mais tranquila que o povo lá embaixo (gente fina é outra coisa). E ficamos lá socializando enquanto os designers Victor & Rolf estavam para chegar. Organizaramo pessoal numa fila para iriem em ordem falar com os designers (conhecidos, amigos ou fãs não interessa, tem que seguir a fila).

Uns "brindes", a foto com Victor & Rolf tá ali no canto

Não sei o quanto vocês estão informados, eu realmente não estava, mas a última coleção deles foi com tema de cama. E por isso, o ambiente era preparado para que eles sentassem numa cama king size e quem quisesse conversar ou tirar foto com eles teria que subir na cama – tinha uma escadinha, afinal as mulheres estavam todas de salto. E aquela coisa, mil fotografos por tudo que era canto e lado. Aí já viu o caos que seria uma queda. E vocês me conhecem, né?

Os designers chegaram e começou a função de cada pessoa ir lá e tirar foto e/ou conversar com eles. E eu na minha conversando com meus amigos na fila, rindo e contando piada, quando um dos fotográfos veio falar comigo e pediu que quando eu fosse subir a escadinha para falar com os designers que olhasse e sorrise pra ele, porque queriam usar a minha foto para promover o Fashion Night Out.

Bom, aí como mandaram, subi a escadinha, sorri, tiraram a foto. Fui na cama com o Victor & Rolf, e depois, mais papéis pra assinar autorizando eles a usarem a foto. Por isso ganhei uma camiseta do Fashion Night Out. Já que não me pagaram nada, fica para lembrança. E depois fomos nas outras lojas e foi muito divertido mas não tão emocionante nem nada de muito especial.
Brindes, compras... enfim, uma Fashion Night Out de sucesso

Bom, agora sobre o Broadway on Broadway... A chuva no domingo atrapalhou um pouco. Mas os shows foram bem legais. O que eu acho mais engraçado é que é as pessoas ficam em muito silêncio quando estão tendo as apresentações, ao contrário de um show de rock por exemplo. Bom, de big names quem estava lá: Sutton Foster promovendo Anything Goes que vai voltar em Abril; Kelsey Grammer aka Frase Crane que era o host; Marin Mazzie (que é tão assustadora ao vivo quanto nos vídeos); Beth Leavel com Mamma Mia.


La Cage Aux Folles e Chicago: Ultra Broadway a foto

Este ano eles fizeram algo chamado de Broadway Village. Cada musical tinha um quiosque. E além de ganhar calças, acabei ganhando ingressos para American Idiot, o musical com músicas do Green Day.

Okay, so review... Essa é parte BEM Broadway

Em geral, Spring Awakening 2?! Mas versão piorada? Ok, não sou uma grande fã de Spring, entretanto, era um musical que a história e as músicas faziam mais sentido (o público não deveria se esforçar para tentar entender a história do musical), e melodicamente falando era BEM melhor. Para mim, American Idiot foi uma tentativa fracassada de criar um novo Rent baseado no Spring Awakening. Didn’t quite work. Não digo apenas pela música, mas a idéia de deixar as pessoas assinarem nas paredes e portas do teatro já acontecia durante anos no Nederlander Theatre durante Rent.

O elenco era muito bom. Várias carinhas conhecidas do Spring Awakening – até porque o musical é “parecidinho”. John Gallagher Jr foi muito bem, óbvio, até porque ele tem bem o tipo de voz para cantar punk rock - mas longe de ser a Tony Award perfomance dele, levou bem o musical, e snaps pelo violão! Os outros leads também, foram bons.

Os arranjos musicais ficaram bonitos, o cenário até um pouquinho impressionante (tentativa de fazer rent um pouco mais alto – quem assistir os dois ou ver no youtube vai entender o que eu quero dizer com isso). Eu teria saído completamente decepcionada com o musical, mas eles conseguiram mudar um pouco a situação quando trouxeram o elenco inteiro tocando no violão e cantando Time of Your Life, que ficou lindo.

Agora, eu estava ansiosa mesmo para assistir ao vivo o Tony Vincent! E ele não decepcionou! É impressionante a capacidade vocal deste ser! Eu já conhecia o trabalho dele como Judas em Jesus Christ Superstar, do great Andrew Lloyd Webber. No American Idiot ele canta coisas completamente diferentes e I was very impressed, mesmo não amando a peça. Ele consegue cantar coisas do rock e do metal com tanta técnica, o cara não faz esforço nenhum e sai um vozerão!

Mas já que foi falado do Tony Vincent fica aí um trechinho de Heaven on Their Minds, infelizmente não é o começo da música mas ainda tem um berros.


Enjoy! Beijos

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A spoonful of sugar: Moving e Cleaning, sem dúvida uma aventura...

E aí pessoal! Andei meio sumida pois me mudei e até agora há meia hora atrás estava sem internet em casa. Desde o último post já daria para escrever no mínimo uns 4 com a mudança e limpeza do apartamento, Labor day weekend (mil atividades sociais, pra variar, e viagens) e a primeira semana no apartamento e última semana da Caca e da Raquel em NY, o que acaba resultando em mais atividades sociais e a parte de "mobiliar" o apartamento. Mas vamos focar no apartamento for now.

Quarta feira assinei o contrato e comecei os trabalhos de mudança. Which means, comprar a cama, ar condicionado, e trazer as malas. Esse era o primeiro passo. Depois disso, quanto as compras, vieram as coisas básicas: cortina pro chuveiro, alguma coisa de cozinha, gavetas e cabide pro armário que só tinha um cano para pendurar cabide... e escadinha. E produtos de limpeza É tanto detalhe que eu esqueci de algo MUITO importante: Cortinas. Aqui não tem venezianas, então sem cortina fica luz entrando o dia todo.

E esse é um detalhe importante. Luz entrando o dia todo faz com que o apartamento fique QUENTE!!! E o AC só chegaria no segundo dia (BTW, foi quase impossivel achar algum lugar que ainda vendesse AC, porque é final da season). Bom, a sorte é que eu tinha marcado o albergue até a sexta, então na quarta me dediquei mais a organizar as coisas. Só que cheguei no apartamento e tava imundo! Bom, eu, toda patricinha que sou, fui lá e limpei como se não houvesse amanhã num calor de 40 graus sem ar condicionado. Obviamente tive que comprar mais produtos de limpeza do que os primeiros que eu havia comprado. Foi uma cena linda, de fato! Mas não tem foto.

Bom, chegando na metade da tarde eu vi que não daria conta do recado até que a cama chegasse. Então pensei em ligar para um maid service para me ajudar. E foi aí que eu descobri que cleaning service e house keeping também são termos usados para limpar nome, financeiramente falando. Liguei para 10 números e todos oferecendo serviços financeiros e eu naquele calor do cão desesperada por uma faxineira. Até que finalmente consegui achar um número que de fato era para house keeping, e mandaram uma para cá que salvou a minha vida.

Entretanto, ela descobriu que a pia do banheiro estava entupida. De qualquer forma no dia seguinte eu ia para lá de manhã para receber a cama e as coisas que eu comprei no bed bath and beyond. No dia seguinte o plummer foi lá e trocou os canos do banheiro e problema foi resolvido na hora. E o ar condicionado foi instalado também. E o banheiro ficou pronto! :D


Assim foi quando eu cheguei
Depois: destaco que fui eu quem montou o movél onde estão os cremes
e a cortina do chuveiro

Quinta a noite fui na TJ Maxx comprar lençois, cobertor e assim vai para a cama. Pois a idéia era já dormir no apartamento. Mas eu ainda não tinha lembrado das cortinas. Bom, sexta feira a Júnia veio para NY me dar uma mão com a mudança e compramos as gavetas pro armário entre outras coisas. Por sorte ela estava parando na casa de amigos em Staten Island, e tinha lugar para eu ficar.


Ainda um pouco bagunçado, mas com gavetas.

No sábado de manhã após encontrar uma amiga minha for brunch, a primeira coisa que eu fiz foi correr na Bed, Bath & Beyond do lado de casa, que há essa altura já são meus sócios de tanto que eu vou lá todos os dias e resolvi o problema das cortinas q eu mesma instalei. Bom, como a situação é precária, só instalei o black out.

Ainda estou parcialmente morando da minha mala, mas no domingo de manhã encomendei a mobília no ikea...: Sofá, dresser para os sapatos e um armário e terça comprei boa parte das coisas de cozinha. A foto do resto do apartamento vai ter que esperar quando tiver o resto dos móveis para dar o efeito antes e depois. Mas já sabem que a partir do dia 17 eu tenho sofá available.

Aqui as coisas são bem baratas em comparação com o Brasil... mas oh, vocês já viram o preço das panelas??? Que absurdo!!!!! Se eu cozinhasse muito até vai! É caríssimo!!! As panelas chegaram ontem, e até agora ainda não tive tempo/saco de lavar - aé porque não comprei comida pra cozinhar ainda, então no rush. Mas aí eu falo que minhas panelas estão me esperando e as gurias só tiram com a minha cara!

Encerrarei por aqui pois, como a maioria de vocês já sabem, essa época é dos High hollidays, então vou up state jantar com meus parentes daqui e tenho que pegar o bus daqui a pouco.

Mas em breve escrevo sobre a ida ao the hood, Brooklyn, no sábado e viagem de domingo e segunda para Philadelphia e New Hope, West Side Story e so on.

Shaná tová umetuká para aqueles que comemoram!!


Beijos

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Living in NY

Recebi este artigo de um amigo sobre a vida em NY e achei interssante mostrar para vocês. 
You might get a kick out of it.

84 million new-yorkers suddenly realize...

Beijos e happy labor day weekend!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Apartment hunt VI: The Saga's End and a life at the hostel...

Depois de alguns estresses básico em relação a documentação do apartamento. Finalmente consegui fechar o negócio e assinei o contrato na quarta feira de manhã e comecei a mudança right away. No dia que fechei o negócio já comprei a minha cama e o AC para garantir a sobrevivência no calor infernal que é essa cidade e já encomendei a internet, né?! Porque sou meio viciadinha. Mas deixarei a mudança para um próximo post, pois ainda estou na metade, então não sei quantas coisas tragi-cômicas ainda vão acontecer - posso adiantar que já tem bastante coisa pra contar.

Grant e eu depois de fechar o contrato: detalhe, a gente foi pra reunião sem ter certeza que ia sair o lease
Por mais contente que eu esteja em finalmente ter o meu apartamento e poder unpack, admito que sentirei saudades da vida de albergue. Sei que sempre surpreendo quando eu falo que adoro ficar em hostel - posso até ser um tanto patricinha, mas estou longe de ser fresca para esse tipo de coisa. Acho muito divertido: a gente conhece gente do mundo todo e sempre tem algo diferente para fazer. Fico triste de pensar que mais alguns aninhos já não serei mais da appropriate age.

Estou no albergue desde que eu cheguei, por ser um apartamento (o que é super comum aqui em NY para esse mercado de hostel e guest house) a gente acaba se sentindo super em casa. Eu tinha duas roommates russas, Ksenia e Anna, que no início foi meio complicadinho de conviver com elas (elas saiam todas as noites e voltavam e faziam MUITO barulho, ligavam as luzes e tudo mais, o que eu normalmente não teria problema algum, mas eu tinha que acordar cedo para ver apartamentos). Mas já no 3o dia já estávamos super amigas, e eu também comecei a sair com elas - porque já estava com o apartamento meio arranjado aí podia "aproveitar" as férias.

Anna, Eu e Ksenia packing
Aprendi muitas coisas sobre a Rússia. Principalmente que elas se arrumam MUITO. E como no Brasil, as roubas, acessórios e assim vai são muito caros. E eles conhecem o Créu. O engraçado é que as duas são muito diferentes (e a dupla viajando junto era que nem eu e a Giovana quando viemos pra NY em 2004). A Ksenia era muito ligada em moda, festas tudo que é current event mas completamente desligada com as coisas dela, horários etc. Tava sempre pronta pra festa e conseguia VIP pra todo mundo. E não preciso nem dizer que na noite antes delas irem embora eu e a Anna tivemos que ajudar a Ksenia a arrumar as coisas né? A Anna é mais calma um pouco, mas também sempre na social. A Anna e eu brincávamos que eu era a versão brasileira dela e ela minha versão russa, porque ela também canta e dançava.

Talia, Dan e Matt
Pouco tempo depois que eu e as gurias ficamos muito amigas, vieram para o nosso apartamento mas num quarto separado os meninos: 2 Brits, Matt e Dan, 1 NZ, Talia. E isso contribuiu muito para a animação no quarto. Fora que eu e a Anna passavamos boa parte do tempo imitando o sotaque do Dan que era muito posh! Ahhh e eles me chamam de Mimi o que eu achava muito engraçadinho (apesar de que o Pabs me chama assim há séculos), o sotaque fazia soar como Meimi.


E o Talia fica com o destaque por ser a pessoa mais random musicalmente falando. Nunca tinha conhecido alguém tão fã de David Bowie na minha vida. Além disso ele é o autor da frase: "You look like a shorter version of Cher in the picture". Além que fala da Cher casualmente numa conversa, no mínimo merece ser respeitado.

Foi muito divertido e como eles tinham menos coisas certamente contribuiu para a organização do quarto - o que comprova a minha teoria de que quartos mistos de albergues são melhores, mais organizados e certamente mais divertidos. os 5 foram sem dúvida roommates que marcaram. E o Johny que é o dono do albergue que hoje é meu brow! ooy Além desse pessoal no quarto estava a Trish, Canada, e a Rachael, England, também muito queridas, mas não tão agitadas.
Dan e as mulheres - para compensar o fato que eles estavam
em um bairro gay, os guris estavam num quarto com 6 gurias.
Bom, mas além das eis as coisas óbvias que eu vou sentir falta de estar no albergue, admito que vou sentir falta de estar na região de Midtown. Entendam, o bairro que eu vou morar é ótimo, mas é... como dizer... um pouco menos alegre. Hoje eu estou no Hell's Kitchen, que além de ser alguns blocks away do Theatre Circle, é super in! É também um bairro gay, aqui quase todas as janelas tem uma rainbow flag e tem bares e restaurantes ótimos (importante destacar que em NY, os melhores bares, restaurantes e clubs são encontrados nos bairros gays como Tribeca, Chelsea, Hell's Kitchen).

Posh for life
E o lugar que eu mais vou sentir falta é o Posh. Posh era um bar de karaoke que a gente não pagava pra entrar. Era gay mas vão muitos heteros. Mas eu e as russas fazíamos amizades sempre que pasávamos pela frente - que era todos os dias pois o bar é do lado do albergue. Admito que só fomos uma vez. Mas por causa do nome Posh era sempre comentado nas nossas conversar. Além dos elogios mais randoms que a gente ouvia no caminho "LOVED your shoes" "that's such a cute outsite" "rock that out, girlfriend".

Mas o que eu mais gosto desse bairro é que é quase todo mundo tem cachorrinho. Aí todos os dias eu socializo com algum, para matar a saudades da Ullinha! Mas já vi que tem um schnwauser na minha rua nova. :)

E tirei essa foto em especial para a Fê, Dani, Rê e Guilherme: no último dia dos meninos aqui em NY eu os levei na FAO Schwartz, que é uma loja de brinquedos super famosa aqui. Bom, lá eles tinham uma candy shop.. e olha o que tinha:



Amanhã a Júnia vem pra NY de novo para dar um help com o meu ap, e no sábado de manhã encontro a Aliyah, que já faz um ano que não vejo!! :)

Bom, me I'll say goodbye hoje como uma midtown gal, pois a partir de amanhã eu já serei uma upper east sider, ou seja, apenas usarei saias e vestidos super grifados e tiaras que nem a Blair Waldorf (tô brincando!!!!) E vou ficar devendo um video do RENT para manter o tema. Mas não tive muito tempo essa semana.

XOXO

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fim de semana em NY - Hey, old friends...

Obviamente na city that never sleeps, o final de semana não poderia ser muito parado. E sendo o meu primeiro fim de semana na cidade aproveitei para encontrar old good friends que eu não via desde o ano passado. Também aproveitei para fazer algumas comprinhas, porque ninguém é de ferro. Mas isso fica para um próximo post mais direcionado ao consumo. hehe

Sexta a tarde a Júnia, minha amiga gaúcha que conheço desde os tempos de New Hope, veio de Philly para passar sexta em sábado em NY. Um amigo dela da Índia, Arun, também estava na cidade então o primo dele, Dr. Nitin, queria nos levar para conhecer um museu de arte doTibet e conhecer a comida sul-indiana. Nos encontramos em Chelsea para ir ao museu e depois fomos para um bar e por último no restaurante.

Arun, Júnia, Dr. Nitin e eu na frente do museu
Ao contrário dos EUA, principalmente por questões de imigração, não temos muito contato com a cultura indiana no Brasil (mesmo considerando a novela), então foi bem interessante conversar com os dois e aprender um pouco mais sobre a cultura.

O Arun é bem focado para a religião ele é "enlighten" e "vive embaixo de uma árvore", que num primeiro momento foi um bom motivos para risadas pois a informação havia sido repetida umas 15 vezes pelo Dr. Nitin, mas a questão da árvore é algo de um grande status espiritual.

Dr. Nitin lendo as nossas mãos
Enquanto um vive mais para a religião, o Dr Nitin veio para os EUA há 15 anos e é médico e a esposa faz o MBA na NYU. As nossas diferenças culturais são bem grandes e por isso o get together foi muito divertido. Outra coisa legal é que o Dr. Nitin sabe ler mão.




Bom, mas o maior choque cultural foi no restaurante quando eu e a Júnia quase morremos por causa da pimenta até no pão - isso que eu só fui para os aperitivos mesmo, pois ia jantar depois com outros amigos. O que foi outro motivo para muitas risadas - eles rindo da nossa cara. As esfomeadas foram querer comer tudo e olha o resultado que deu! O restaurante foi o primeiro restaurante indiano de NY, bem tradicional e o público todo era indiano mesmo, então os pratos não tinham uma "adaptação" cultural por isso que sofremos com a pimenta.

No restaurante pós choque com a pimenta
Após o encontro com eles fui me arrumar para encontrar a Julia, Davis e um amigo deles para jantar num restaurante/bar novo super in em NY. Ela fez a reserva meses atrás, daquelas que tu tem que até decidir o que vai comer antes. A Julia trabalhava comigo na Sommer, e agora ela tá trabalhando aqui em NY. Uma tradicional upper west sider. Fui chegar em casa (albergue) as 3 da manhã de metro... isso que eu adoro em NY, tu pode caminhar e andar de metro qualquer hora da noite dependendo da região.


Sábado passei o dia em downtown com a Júnia... Aquelas coisas de Village, Soho, Tribeca, Meat Packing District... fotos abaixo by Júnia Stasiak.

Almoço no East Village

Soho

Board walk

Aquela coisa de turista, andando e tirando fotos e colocando as fofocas em dia. E até encontramos um velho amigo.

Tiramos foto com a caveira ano passado também

Paguei o meu albergue até sexta, just in case. E a noite saí com o pessoal do quarto, que acabou formando um grupo bem legal (mais informações num próximo post sobre a vida do albergue e posh, o bar).

Domingo foi um lazy day. Só fui no central park, tava um calor insuportável, então ninguém aguentava ficar muito tempo na rua. A única coisa mais emocionante durante o dia é que passei pela Ruthie Henshall na rua perto do albergue e nos cumprimentamos como se fossemos bests! Adoro o povo do teatro!

Essa foto é da escultura da Alice in Wonderland por José de Creeft.



Aí a noite jantei com a Caca e uma amiga dela que chegou de manhã bem cedo NY. Como boas hosts, levamos ela no Wendy's da 34th st, assim dava pra ver o Empire State Building. E as turistas obviamente tiraram fotos. 
Caca e eu na 34 ao lado do lixão e com o Empire State Building de background

Depois sai com o pessoal do quarto num karaoke e como as russas foram arrumar as coisas pois fizeram o check out hoje de manhã, voltamos todos para socializar no quarto.



Bom, quanto ao apartamento, deixei uns documentos lá hoje e agora aguardo o contato do Grant com mais informações. Assim que souber se eu sou homeless ou não avisarei! :)

Beijos

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Como já diriam Bob Fosse e Coco Chanel: "o menos é mais"

"Hello, suckers! Welcome back!" (em clima de Chicago)
Desde de ontem nada mudou muito. Eu continuo sem apartamento, aquele que eu me inscrevi está on hold esperando alguns documentos e ontem meu dia (além de caminhar pela 5a avenida e Madison - até porque se tudo der certo serei uma upper east sider).

Assim que eu tiver um tempinho coloco umas observações de marketing aqui. O trabalho em cima das marcas é fantástico! Sugiro que os interessados procurem se informar sobre a Henri Bendel http://www.henribendel.com/ . Infelizmente não tem muitas fotos da marca. mas o trabalho de identidade e posicionamento de marca são muito bem estruturados.

Ainda não tenho previsão de mudança. E a partir de domingo estarei HOMELESS! Literalmente dormindo na rua. Tá, não vou exagerar. Eu falei com o Johny ontem e ele disse que qualquer coisa eles colocam uma cama extra pra eu ficar mais uma semana. Se não tenho a casa da Julia e da Caca pra ficar na cidade e na pior das hipóteses vou pra casa da Linda em New Hope. Então tá tudo tranquilo.

Mas por enquanto fica a foto do prédio para que vocês tenham uma idéia.



Well, now a bit about broadway:

Ontem a noite eu fui assistir Chicago porque a Ruthie Henshall estava no elenco.

Para quem não sabe, a Ruthie Henshall é um dos maiores nomes do teatro musical e sem dúvida tá na minha lista de top 10. Não vou ficar citando aqui a carreira inteira dela, até porque ela fez muitas coisas. Mas me darei o trabalho de comentar sobre o que na minha opinião foram os melhores trabalhos dela:

- Ellen no Miss Saigon (gravação do Complete Symphonic Recording). Pra mim é o melhor Now That I've seen Her.

- Putting it Together DVD (além dela o elenco todo é maravilhoso: Carol Burnett, Bronson Pinchot, John Barrowman, George Hearn - e é um musical com musicas do Sondheim, né?!)

- Fantine no Les Miserables Tenth Annivesary Concert - eu não vou nem comentar! Todos sabem que é o meu musical favorite, e esta gravação foi exatamente como eu conheci o musical. Recomendo... highly!
Observação para os fãs da Susan Boyle: assistam a Ruthie Henshall cantando I Dreamed a Dream, aí vocês vão entender porque que eu não fico nada impressionada com a Susan.

- Participação no Hey! Mr. Producer! Músicas: You could drive a person Crazy, You gotta have a gimmick, I Dreamed a Dream e One day More

- Roxie e Velma em Chicago. Ela fez as duas personagens no palco em épocas diferentes, é claro.

Bom, mas agora que eu a vi ao vivo here is the review for the show last night.

Para quem não sabe a direção original e coreografia são do Bob Fosse. Então é um musical sem muita cor e minimalista. O Bob fosse acreditava que o menor movimento podia dar um maior efeito e também exige um grande esforço. Os movimentos são pequenos e muitos dos movimentos que fazemos no nosso cotidiano: Girar a chave do carro, por exemplo.

Chicago é um dos musicais que eu sempre recomendo para os leigos. É divertido, as músicas são boas e bastante comerciais e tira sarro com coisas clássicas de musicais.

O ator que fazia o Billy Flynn, John O'Hurley era o que faz o chefe da Elaine no seriado Seinfeld. Eu achei ele um tanto decepcionante... acredita que baixaram o tom no We Both Reached for the Gun???? Fora que ele não segurou nada a nota!

A Mama Morton foi a atriz que cantava Let it Be no Across the Universe, Carol Woods. E não preciso nem dizer que ela foi genial, né? Modulou em quase todas as músicas e aproveitou muito bem a voz de "soul belting" - como diria o Marconni - que ela tem.

Velma Kelly... Amra-Faye Wright, cometeu o erro de muitas... a tentativa frustrada de ser igual a Ute Lemper. Apesar de parecer bastante fisicamente com ela, vocalmente deixou a desejar. Ela foi bem engraçada, as coreografias foram bem executadas. Mas a voz estava totalmente trancada no nariz e cadê a ressonância??????

Mas falando em ressonancia, R.Lowe, Marry Sunshine! Sem comentários! Eu fiz anos de aula de canto pra cantar nem um terço do que essa pessoa canta! Brincou muito com a música, volume e assim vai. Quero ser igual quando eu crescer.

Preciso dizer que ao vivo pude comprovar que a Ruthie Henshall definitivamente não abre a boca para cantar notas agudas. E impressionantemente, elas saem ótimas! E ela continua igual de quando ela começou a carreira, parece uma guriazinha no palco se divertindo pacas. Outra coisa é que por causa dela voltaram a coreografia original de 1998.

Claro, temos que levar em consideração que ela acabou de ter filho então ela tá um pouco mais cheinha para fazer uma show girl e não usava todas as notas agudíssimas que ela usa na gravação (keep in mind though, a gravação foi há mais de 10 anos atrás). Mas continua dançando MUITO e cantando muito. Não sai nem um pouco decepcionada, como haviam me alertado que eu ficaria. Ao contrário, me senti assistindo as filmagem achando tudo lindo.

Ruthie Henshall!!!!
Depois tive o prazer de conhecê-la! E ela é MUITO querida e longe de ser uma diva. Conversei um tempão com ela!!! Na verdade eu já conhecia o marido dela, Tim Howar e já tinha feito uma masterclass com a Ute Lemper, que trabalhou com ela no Chicago. Fica aqui a foto do meu momento tiete.

Sorry aqueles que possam achar isso um tanto idiota. Mas para mim quando eu estava aprendendo sobre musicais existiam duas atrizes apenas: Lea Salonga e Ruthie Henshall. Então foi de certa forma um dream come true. Ontem eu voltei a ter 12 anos. Saí do teatro toda bobinha! Adoro!!! And that's what musical theatre is all about.








E encerro com um vídeo dos meus dois atores de musicais do west end preferidos: Ruthie Henshall e John Barrowman.
 


Enjoy!