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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

The best of times is now... and lots to catch up

Este será um post um longo, pois aconteceram MUITAS coisas desde o último post. Pequeno resumo para que vocês possam pular algumas partes caso não se interessem por todas:  What’s going on at University e o ínicio da minha vida como uma socialite novaiorquina; Visitas, encontro inesperado de Porto Alegre e  new friends; Broadway, 5 musicais, encontrando velhos amigos,...  a thousand good memories and one traumatizing event.

É muito comum quando se faz intercâmbio aprender algumas lições importantes. Uma coisa que eu adoro quando leio os blogs e e-mails dos meus amigos que são marinheiros de primeira viagem é ver todas essas coisas que eles vão descobrindo sobre eles mesmos, o quanto vão mudando sua forma de pensar e o quanto que vão crescendo. Eu passei por isso no meu primeiro intercâmbio. Nos intercâmbios e viagens seguintes, aprendi muito também, mas as fichas que caíram sempre foram menores do que as do primeiro.

O que eu não esperava é que cairia uma BAITA ficha no meu 4º intercâmbio, ou seja, já uma macaca velha das viagens mais diversas, vivendo na cidade que eu mais conheço e que mais me preparei para morar. (E eu prometo que toda essa filosofia vai fechar com os updates que muitos estão curiosos pra saber)

A lição veio embalada pra presente da melhor forma possível, em um musical! E em um dos meus favorites: La Cage Aux Folles. Mais informações no próximo post onde colocarei as reviews dos últimos musicais. A letra é simples, a música também, mas a mensagem é válida e fecha muito bem com a minha vida em NY:

“So hold this moment fast,
And live and love
As hard as you know how.
And make this moment last
Because the best of times is now,
Is now, is now.”

Os theatre-maniacos já começaram a cantar a música assim que leram o título. Mas seria muito egoista da minha parte não dividir a melodia e a cena com os que não conhecem. O vídeo abaixo é para aqueles que querem assistir e conhecer a música.






O vídeo é da performance do Tony Award, então claro que perde-se um pouco do contexto.

Esta é a cidade que nunca dorme. Aqui as coisas acontecem muito rápido, então é bom aproveitar ao máximo e saber que cada momento é único. E eu canso de pensar: ah, essa semana tem mil coisas acontecendo, mas na próxima já vou ficar sem ter o que fazer. Well, isso não aconteceu um dia desde que eu cheguei. Acabo sempre conhecendo pessoas interessantes dos lugares mais diversos, sendo apresentada por alguém ou randomly na rua mesmo. Isso gera convites para as programações mais diversas e assim vai. Além disso, também tem aquela coisa de ter sempre alguém chegando e alguém indo embora... 1 semana parece um mês, um mês parece um ano. Mas não porque está boring, ao contrário, porque muitas coisas acontecem.

Dizem que a natureza do universo é mudança. E de fato, aqui mudança é parte da rotina.  E por isso, a gente acaba aprendendo a aproveitar o presente, porque daqui a dois dias pode estar tudo diferente.

Vou contar um pouco dos últimos 10 dias para vocês entenderem a dinamica (e colocarei o título dos assuntos que são comentados, caso queiram pular alguma parte.

What has been going on in school:

Na quinta feira, 07/10, comecei a minha cadeira de Foundations of Coaching II. A turma seria nova, só 3 outras pessoas da minha turma original estariam nessa session. A caminho da sala, encontrei uma colega que eu não conhecia ainda que estava perdida, Tatiana, ela é da Colômbia, e aquela do pessoal da America do Sul, contamos a vida em 10 minutos, pouco depois eu comento que conheço várias pessoas da Colombia por causa de uma organização que eu trabalhei, e não deu outra, a guria é alumni da AIESEC em Bogotá.

Chegando na sala, fui super bem recebida pelas minhas colegas da primeira cadeira que tinha até guardado lugar pra mim. E entendam, uma recepção calorosa de novaiorquinos quer dizer um great deal. Da turma estava S., a original de Israel que morou a vida toda nos EUA, trabalha com imóveis, super down to earth, dedicada e daquelas pessoas que eu sei que posso ligar qualquer coisa. Li, a segunda mais nova da turma, definitivamente uma people person e a breeze of fresh air. E La, que eu havia comentado antes, que trabalha no meio da moda, ela é bem reservada num primeiro momento, mas é um amor, super disponível, com histórias interessantíssimas além de ser ULTRA chique, com ela aprendi a frase “in NY, if you even have a doubt on what to wear, wear black.” (Os nomes estão em iniciais para proteger a identidade das pessoas, visto que são pessoas públicas)

Como vocês podem ver, o networking na NYU é muito mais importante do que as aulas em si.

E aí entra o inicio da minha vida de socialite novaiorquina...

A La tem uma organização, que eu já devo ter comentado antes, que uma vez por mês ela recebe um grupo de 20 gurias da alta sociedade daqui para assistir uma palestra de alguém importante tipo: Martha Steward, Tory Burnch, etc. Quando conheci ela lá em setembro, eu pensei que seria muito legal ir no evento, mas não achei que conseguiria pois trata-se de um grupo bem fechado.

No primeiro dia da nossa segunda cadeira, ela comentou da possibilidade de eu ir, mas não para assistir, e sim para dar uma palestra sobre PNL. Pegou o meu contato e ficou de me mandar um e-mail. No dia seguinte recebo um convite dela para um charity event. Super selecionado numa galeria de arte no Chelsea, que as gurias que estão na organização dela estão preparando.  E será ótimo para networking além de que a charity é em algo que eu realmente acredito: Public Performing Art Schools. Será no dia 08/11! Quanto a palestra, ela ainda está vendo as datas, mas estarei lá no evento na casa dela como convidada mesmo na próxima semana.

Visitas e new friends...

Vamos em ordem de datas para não deixar o post caótico. Na sexta feira, 09/08,  a noite, não queria sair, pois tinha muitos trabalhos para terminar no sábado de manhã, já que minha amiga de Hong Kong, Betty, chegaria à cidade no sábado de noite. Então, como não tinha grandes planos, resolvi assistir um musical: La Cage. Até porque faz parte da minha procrastinação.

Eu, Lucrecia, Javier e Mariano no Life Café
Ao meu lado estavam sentados Lucrecia, Mariano e Javier, 3 argentinos que se tornaram meus grandes amigos - sim, coisa mais normal fazer amigos no teatro aqui, desde que seja antes, no intervalo ou na saída do teatro, durante a peça não é permitido se comunicar (comigo, pelo menos)!!

Afinal, onde mais eu vou encontrar pessoas que saibam todo o libreto de mais de uns 100 musicais. No decorrer da estada deles em NY nos encontramos várias vezes, ou seja, to hablando tri bem agora! Foi tri diver! Theatre jokes all around e músicas o tempo todo, e das mais diversas. Com isso, também acabamos fazendo mil atividades que vou contar daqui a pouco. E aproveito para destacar que para o povo do teatro musical, a rivalidade entre Argentina e Brasil não existe!

O primeiro encontro inesperado de Porto Alegre...

No Sábado à noite, minha amiga Betty, de Hong Kong, tinha acabado de chegar de viagem. Aí depois que ela fez o check in no Big Apple Hostel =] fomos jantar em um pequeno restaurante de comida mediterrânea no Hell’s Kitchen. E mind you, não é uma região muito popular com turistas. Estamos lá sentadas, conversando, quando entra um casal, que me parece um tanto familiar, e eu penso: “Bahhhh, mas esse cara é muito parecido com um primo meu”.

Aí eu fiz o que qualquer pessoa faria, liguei para a minha mãe que sabe da vida de todo mundo, e ela me informou que sim eles estavam em NY. E de fato era o Fernando e a Perla.


I mean, what are the odds?! Num restaurante pequeno, numa zona não turística de NY eu encontro logo os meus parentes de Porto Alegre?! Foi divertidíssimo!

O discurso tá pronto já!
Agora uma curiosidade que gerou muitas risadas: eles estavam alugando um apartamento que era de um produtor de cinema, creio. Então tinham livros, cartazes, fotos, etc que eram interessantíssimos. E pra completar, não é que tinha um Emmy (prêmio tipo o Oscar mas de Televisão) exposto lá?! Eu acho que falei 30 mil vezes que se estivesse lá faria discursos umas 3 vezes por dia. Adorei o brinquedinho!!

E por falar em encontros inesperados, dois momentos Dear Old Friends: na terça a noite, depois da minha aula fui esperar a Lucrecia sair do A Little Night Music, e vejo que o Stephen Buntrock está agora no lead role do musical. Logo que vi o cartaz, pensei “O Peter Lockyer certamente vai vir assistir a peça em breve, afinal eles são muito amigos”. Poucos minutos depois, o povo começa sair do teatro e quem eu encontro?! Faziam três anos desde a última vez nos encontramos. Eu conheço o Peter desde que eu tinha uns 15 anos, nos tempos de Les Mis, e ele é o meu 1 grau de distância da Barbra Streisand! Ele foi um dos 4 tenores que cantou com ela no tour pela Europa (eu passei boa parte da minha viagem em Israel trocando e-mail com ele para conseguir ingressos pro tour).


O segundo encontro com uma dear old friend, foi sábado passado. Encontrei uma colega minha de High School, Alda, depois de 10 anos!  Ela agora mora no queens! De Los Banos para o mundo! Ela era da minha turma de Português 5, onde eu era a Teacher Assistant e não fazia absolutamente nada além de dar mais nota do que deveria para  os meus amigos... ahhh good times.




No Domingo, 10/10, recebi a visita da Aliyah e era a despedida do meu amigo Anthony que estava voltando para a França. Então, como a pessoa boemia que eles acham que eu sou (mas na verdade sabemos bem que eu prefiro mais um bom musical), levei o pessoal no Standard Hotel, que é um dos meus lugares favoritos, e para o 1OAK, que aparentemente era quase impossível de entrar, mas com os meus contatos não pegamos nem fila. A Aliyah disse que agora eu já sou uma real new-yorker.

Bom, mas festas a gente tem praticamente igual em todos os lugares do mundo. O que é diferente é que com a visita da Betty, e os argentinos isso acabou gerando algumas atividades interessantes durante a semana... foram 4 musicais, alguns passeios turísticos, algumas festas, e muitas risadas e piadas musicais. O grupo era todo da classe artística, então cenas como estas acabavam sendo muito comuns:

That Jazz


Grand Plié - para quem ficou boiando no post de dança
Tondue

Um pouco de Ópera também, né? Valkiria

Enfim, tudo era desculpa para uma música ou uma coreografia. Bom, mas voltando aos passeios turísticos, destaco 2 coisas que fizemos:

Igreja Gospel: Mas não a boa, nos a apelidamos  carinhosamente de trashy gospel church. A boa estava lotada, aí um cara mal encarado na rua disse para irmos para uma outra na rua 132 (neste momento o Javi se vira para mim e fala baixo: "e está foi a última vez que viram os 3 argentinos e a brasileira"). Chegando lá, era uma garagenzinha menor que meu apartamento, com 5 pessoas, 2 mulheres corpulentas cantando com a voz mais grave do que um barítono a seguinte frase “Oh He ain’t got to do it, be He did” e essa era a letra da música, que virou a piada interna, até porque pode ser aprlicada a qualquer situação. Além da ausência total de ritmo da senhora com o pandeirinho.

Meu objetivo da viagem agora é voltar lá todo o domingo e treiná-los: 1) afinar o piano que tava desafinado, 2) mudar o tom da música, porque não tem porque ser tão grave, e 3) ritmo!!!!! Então chegamos a seguinte conclusão: de duas uma, até que os argentinos voltem pra NY ou o pessoal da igreja vai estar super bem, ou eu vou ter perdido total noçao de ritmo e tons musicais.

Como vocês já podem ter percebido, piadas internas é o que mais teve. Pelo título e música tem deste post, vocês já podem notar que a minha mais nova obsessão musical é La Cage! Casualmente a deles também foi. E por isso, nada mais natural do que querer cantar  em todos os momentos The Best of Times is Now, We are what we are, La Cage aux Folles e por conseqüência Keep it Gay do The Producers, que acaba levando a todo outro repertório (I miss the Producers).

E o que mais fazíamos era soltar quando em momentos de revolta o monólogo do Jacob, um clássico, ainda mais com o sotaque latino do Robin de Jesus no papel. Infelizmente só decoramos “If you think that I will..... then you got another thing coming!”. A parte do meio se perdeu in translation.


Life Café!

Com um grupo tão into musical, claro que aproveitei a oportunidade para finalmente conhecer o Life Café: lugar onde Jonathan Larson frequentava e se inspirou para escrever Rent, além de ser o cenário de uma das minhas cenas favoritas do musical, La Vie Boheme.

Coreografia original com o elenco slighly reduced

Jonathan's Bench
Livro de registro
E no caminho passamos pelo flea market! Eu vou acreditar que é o que o Angel comprou o casaco pro Collins, tá?! :)


E last but not least das atividades turísticas: patinação no gelo também conhecida como 

O Momento Traumático!

Segunda feira, 18/10: Estava tudo acontecendo como tinha que acontecer. Acordei cedo, terminei meus papers a tempo de ir encontrar o pessoal no Rockefeller Center, que é um lugar tão lindo para patinar. E como todos os turistas concordam com isso, gera-se uma super lotação. Long story short, tivemos um pequeno incidente na pista. Eu cai e torci o pulso, nada super sério, mas estou com ele imobilizado por alguns dias. E claro que mesmo  dias depois do acidente, continua sendo um motivo para risadas para os locais e os que não estão aqui, vide a foto que me taggearam no facebook e a sua legenda. Para aqueles que não tem acesso a cópia abaixo.

"Miriam y su aclamada "Little Mermaid on Ice" (notese que le estan pidiendo un autografo)" By Mariano
Cenas engraçadíssimas foram criadas por causa disso também, afinal mesmo com um braço a menos eu continuei tendo que ir na lavanderia carregando uma trouxa de roupa, fazendo o rancho da casa entre outros... enfim, um tanto interessante.

Encerrarei o post por aqui, pois já tá bem grandinho. Fico devendo para o próximo o show da Jane Monheit, Museu do Sexo com Carina e Anthony e as Broadway reviews: Phantom, La Cage, Next to Normal, Promises Promises, Adams Family, Avenue Q.

Semana que vem já tem algumas atividades bem interessantes marcadas. E Halloween next weekend! 


Beijos!


Para quem quiser ver as fotos desses últimos passeios, fica aqui o álbum do Picasa.

Columbus day weekend e semana seguinte

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fashion Night Out e Broadway on Broadway…

Eu tinha dois outros posts praticamente prontos, mas como estou no aguardo de fotos de terceiros, vou contar então sobre o meu fim de semana passado.

Este é da categoria “Only in NY”, coisas que só acontecem aqui. Além de ser o ínicio da Fashion Week em NY, tendo sexta feira o Fashion Night Out - um evento que começou ano passado para alavancar as vendas das lojas. No domingo teve o primeiro evento gratuito da Broadway deste ano, o Broadway on Broadway, que é um show onde os musicais que estão em cartaz ou que vão ficar em cartaz apresentam algo, e distribuem brindes, descontos e assim vai. Para quem não sabe, em NY o mês de setembro é conhecido também como o mês de volta a Broadway, que é tomada por turistas durante o verão.

Mas vamos por partes. Primeiro o Fashion Night Out que foi o mais emocionante e agrada mais o público geral. :)

O grupo em frente a Barneys
O Patrick, um amigão meu, é designer e me convidou para ir nesse evento há semanas. Como um bom um insider, ele organizou toda a nossa agenda: Marc Jacobs, Saks, Louis Vuitton, Tiffany, Henry Bendel e por último Barneys. Esse é um dia em que as lojas ficam abertas até as 11 da noite e eles fazem promoções e dão brindes. Tá, até aí é um evento de promoção normal. Mas em NY, além disso tudo, eles contam com a presença de vários grandes designers e celebridades. É um mega evento com área vip e tudo.

Bom, eu me atrasei e fui encontrar o pessoal direto na Saks. Quando eu cheguei na loja, o Patrick já estava na área do Victor & Rolf que era mais seleta. Eu estava indo me encontrar com eles mas fui abordada por uma guria que me pergunta se eu quero ganhar um perfume (e é contra a minha religão negar brindes). Eu jurando que era uma amostra gratis. Não!!! Era um perfume caríssimo da Guerlain, e estavam dando apenas 5 e eu fui a última ganhadora. Aí me colocaram numa fila para falar com a Designer, que nessa hora eu NEM imaginava quem era. “I’m a big fan of your work” sempre funciona.

Aí a guria que tinha me chamado antes, que era gerente de marca da revista Tempt’d, me perguntou se eles poderiam me entrevistar já que eu fui uma das poucas ganhadoras e era do próxima do perfil da revista. Aceitei, né?! E com isso assinei mil papéis autorizando o vídeo e assim vai (aqui nos EUA é tudo documentado). E foram os meus 15 segundos de fama em NY, ou pelo menos eu achava.

Subi para o 7º andar onde estavam Patrick e duas amigas. Era uma região bem mais tranquila que o povo lá embaixo (gente fina é outra coisa). E ficamos lá socializando enquanto os designers Victor & Rolf estavam para chegar. Organizaramo pessoal numa fila para iriem em ordem falar com os designers (conhecidos, amigos ou fãs não interessa, tem que seguir a fila).

Uns "brindes", a foto com Victor & Rolf tá ali no canto

Não sei o quanto vocês estão informados, eu realmente não estava, mas a última coleção deles foi com tema de cama. E por isso, o ambiente era preparado para que eles sentassem numa cama king size e quem quisesse conversar ou tirar foto com eles teria que subir na cama – tinha uma escadinha, afinal as mulheres estavam todas de salto. E aquela coisa, mil fotografos por tudo que era canto e lado. Aí já viu o caos que seria uma queda. E vocês me conhecem, né?

Os designers chegaram e começou a função de cada pessoa ir lá e tirar foto e/ou conversar com eles. E eu na minha conversando com meus amigos na fila, rindo e contando piada, quando um dos fotográfos veio falar comigo e pediu que quando eu fosse subir a escadinha para falar com os designers que olhasse e sorrise pra ele, porque queriam usar a minha foto para promover o Fashion Night Out.

Bom, aí como mandaram, subi a escadinha, sorri, tiraram a foto. Fui na cama com o Victor & Rolf, e depois, mais papéis pra assinar autorizando eles a usarem a foto. Por isso ganhei uma camiseta do Fashion Night Out. Já que não me pagaram nada, fica para lembrança. E depois fomos nas outras lojas e foi muito divertido mas não tão emocionante nem nada de muito especial.
Brindes, compras... enfim, uma Fashion Night Out de sucesso

Bom, agora sobre o Broadway on Broadway... A chuva no domingo atrapalhou um pouco. Mas os shows foram bem legais. O que eu acho mais engraçado é que é as pessoas ficam em muito silêncio quando estão tendo as apresentações, ao contrário de um show de rock por exemplo. Bom, de big names quem estava lá: Sutton Foster promovendo Anything Goes que vai voltar em Abril; Kelsey Grammer aka Frase Crane que era o host; Marin Mazzie (que é tão assustadora ao vivo quanto nos vídeos); Beth Leavel com Mamma Mia.


La Cage Aux Folles e Chicago: Ultra Broadway a foto

Este ano eles fizeram algo chamado de Broadway Village. Cada musical tinha um quiosque. E além de ganhar calças, acabei ganhando ingressos para American Idiot, o musical com músicas do Green Day.

Okay, so review... Essa é parte BEM Broadway

Em geral, Spring Awakening 2?! Mas versão piorada? Ok, não sou uma grande fã de Spring, entretanto, era um musical que a história e as músicas faziam mais sentido (o público não deveria se esforçar para tentar entender a história do musical), e melodicamente falando era BEM melhor. Para mim, American Idiot foi uma tentativa fracassada de criar um novo Rent baseado no Spring Awakening. Didn’t quite work. Não digo apenas pela música, mas a idéia de deixar as pessoas assinarem nas paredes e portas do teatro já acontecia durante anos no Nederlander Theatre durante Rent.

O elenco era muito bom. Várias carinhas conhecidas do Spring Awakening – até porque o musical é “parecidinho”. John Gallagher Jr foi muito bem, óbvio, até porque ele tem bem o tipo de voz para cantar punk rock - mas longe de ser a Tony Award perfomance dele, levou bem o musical, e snaps pelo violão! Os outros leads também, foram bons.

Os arranjos musicais ficaram bonitos, o cenário até um pouquinho impressionante (tentativa de fazer rent um pouco mais alto – quem assistir os dois ou ver no youtube vai entender o que eu quero dizer com isso). Eu teria saído completamente decepcionada com o musical, mas eles conseguiram mudar um pouco a situação quando trouxeram o elenco inteiro tocando no violão e cantando Time of Your Life, que ficou lindo.

Agora, eu estava ansiosa mesmo para assistir ao vivo o Tony Vincent! E ele não decepcionou! É impressionante a capacidade vocal deste ser! Eu já conhecia o trabalho dele como Judas em Jesus Christ Superstar, do great Andrew Lloyd Webber. No American Idiot ele canta coisas completamente diferentes e I was very impressed, mesmo não amando a peça. Ele consegue cantar coisas do rock e do metal com tanta técnica, o cara não faz esforço nenhum e sai um vozerão!

Mas já que foi falado do Tony Vincent fica aí um trechinho de Heaven on Their Minds, infelizmente não é o começo da música mas ainda tem um berros.


Enjoy! Beijos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Apartment hunt part II: The dawning of the Age of Aquarius e meu amor pelo Big Apple Hostel

Eu sempre sonhei em ser uma hippie! Nada mais legal do que ser “paz e amor”, viver em uma comunidade de pessoas zens, protestar contra a guerra do Vietnã e tal e fico feliz de dizer que finalmente estou tendo oportunidade de pertencer à tribo, uma vez que não tenho onde morar em NY! Como é verão, acho que vou viver acampada no Central Park, a natureza é importante para nós, os hippies.

Tá, na verdade ano passado após assistir Hair algumas vezes, cheguei a conclusão que só seria hippie pra participar do musical (tá, do Jesus Christ Superstar também – se for como na produção original, e não nas últimas onde o elenco parece mais punk). Apesar do meu espírito de paz e amor e dos cabelos compridos, gosto muito de higiene pessoal, roupas que combinem e de uma cama limpinha e confortável. Mas estou tão tranqüila em relação à viagem, pra quem vai ficar pelo menos um ano fora e ainda não tem onde morar que estou a própria Sheila Franklin (até porque ela também é da NYU –sorry, inside theatre joke).

Bom, mas deixando de lado a BS (forma polite de dizer bullshit, pra quem não conhece), este post é para dar um update na situação da minha moradia.

A Craigslist me rendeu um bom contato: o Grant, “nunca te vi, sempre te amei”. Grant surgiu na minha vida como um anjo em forma de corretor. Já trocamos vários e-mails e ele tá agendando várias visitas em apartamentos por lá. Nos meus 3 primeiros dias de NY estarei visitando apartamentos com o Grant! Já somos bests! Não poderia deixar de mensionar o grande help do meu primo Paul que tem visitado alguns apartamentos por mim em Manhattan. Mas esses dias entrei em contato com o landlord de um apartamento que eu achei no Chelsea e estou torcendo MUITO por este! Então galerinha, fingers crossed... os manterei informados!

Mas para que não fiquem preocupados, eu tenho lugar onde ficar. Não estarei dormindo no parque ou nos metros ainda. Cantando talvez, dormindo, no! Nas duas primeiras estarei num albergue... e it breaks my heart de dizer que não ficarei no meu querido e amado Big Apple! Vou para um novo albergue.

O Big Apple Hostel foi o meu primeiro albergue... e como vocês sabem, a primeira fila no corredor pra tomar banho, o primeiro beliche e roommates malucos de todas as partes do mundo a gente nunca esquece. O Big Apple pode não ser o melhor albergue da cidade em termos de serviço (apesar de eu me dar muito bem com o staff, e adorar eles, sei que não são as pessoas mais simpáticas do mundo e não é com todo mundo que eles se dão bem). Mas a verdade é que a localização é imbatível, é BEM new yorker (muito pelo ar que o staff dá) e por experiência própria posso dizer que é perfeito para socializações! Conheci muitos viajantes que se tornaram alguns dos meus grandes amigos e eles se preocupam de colocar pessoas que possam se dar bem nos quartos.

Tá, e eu sei que falei mais de Hair hoje do que de Rent... Mas como ainda tem MUITO o que se falar de hair, deixarei isso para um próximo post. E hoje deixo o vídeo de uma das minhas músicas preferidas do Rent, com a incrível performance da Idina Menzel como Maureen e Fredi Walker como Joanne, Rent OBC (Original Broadway Cast).


Eu AMO cantar essa música! Além da melodia ser ótima, o texto é divertidíssimo o que dá muito espaço para atuar e brincar com a música e com as personagens (coisa que os cantores/atores de teatro musical amam). 

"This Diva needs her stage, baby... let's have fun!"

Enjoy! Besitos!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

The apartment hunt, part I… “cause everything is RENT”

Sempre ouvi que achar apartamentos em Manhattan é quase impossível, e admito que achei um exagero. Mas, não é que eles estavam certos?!
 

Estou há algumas semanas procurando e até agora nada. Já fiz muitos, MUITOS, contatos com landlords e com brokers. Tem muita oferta de apartamentos, mas é difícil achar algo relativamente novo, meaning pós-guerra o que já é velho, por um bom preço e com uma localização razoável. Fora os vários scams out there. Lembrem: A craigslist pode ser do mal.

About Manhattan: hoje, o bairro mais trendy é o Chelsea. Empatados em segundo lugar estão Tribeca, Soho e West Village em downtown. O Upper West Side é uma ótima região para morar, um pouco mais calmo e perto do Central Park, assim com o Upper East (Bem estilo Gossip Girl ou The Nanny). Midtown, dependendo de onde for, pode ser muito bom ou muito ruim, pois é uma região que esta sempre lotada, principalmente de turistas. Mas independente do bairro, a regra mais importante é: estar perto de metro e de algum mercado.

Now a little Broadway! Já que o assunto é sobre de alugueis, nada mais apropriado do que falar sobre RENT (Love it!), que deixou sua marca no The Great White Way por ter quebrado diversos paradigmas ao tratar de tabus como AIDS, drogas, homossexualismo e também por ter inovado na venda de ingressos.

Obs da minha parte administradora: Hoje a oferta de ingressos por 20, 30 dólares, no dia da apresentação é a coisa mais normal do mundo. Mas os rush tickets e standing room só começaram após a estréia de RENT (14 anos atrás), pois foi uma forma que os produtores acharam para trazer o público que mais se identificaria com a peça. Com isso, os outros musicais também adotaram as novas políticas de preço, para não perder em market share, o que acabou tornando as produções na Broadway mais acessíveis. It is an industry, afterall.
 

Como uma imagem vale muito mais do que mil palavras, coloquei o vídeo abaixo to give you a picture (e matar as saudades):

Tony Awards 2009 com os membros do original e final cast de RENT.





 
Enjoy!