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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

The Cultural Life das últimas semanas: Broadway Reviews finally!

E aí, peeps, estou então finalmente e a pedidos, catching up nas atividades culturais do último mês. Foi um total de 5 musicais, 2 óperas (na verdade dress rehearsals), 1 show de jazz desde a última vez que escrevi sobre isso. O que tá, não é muito comparado com a minha média.

Aviso que este post vai ser totalmente bem focado para Broadway.

Vocês, que me conhecem, sabem que eu poderia facilmente escrever um post de cada coisa que assisti aqui, mas dada a falta de tempo para escrever tentarei ser o mais breve possível – notem que escrevi possível. Neste post só vou falar dos musicais, no próximo, possivelmente ainda essa semana, vou escrever sobre as duas óperas, o show da Jane Monheit, Halloween e as outras coisas que fiquei de escrever.

Vamos em ordem então:

Phantom of Opera, quinta feira 23/09:

Para dar esta review é preciso que eu explique algumas coisas antes, pois alguns conhecem bem a história, outros não. O Fantasma é sem dúvida um dos meus musicais favoritos, se é que não posso considerá-lo o meu musical favorito (mais aí entra uma grande competição com Les Mis, então hoje digo que estão empatados).

A minha relação com o Phantom é de muito tempo, a primeira vez que assisti a peça foi em 1999 em Londres, e desde então já assisti algumas várias vezes em diversos países (mais de 10, sem dúvida). Foi o primeiro musical que eu assisti ao vivo e acho que os meus pais até hoje se arrependem de ter me levado para ver a peça, pois isso gerou um certo custo adicional nas minhas viagens.

Para mim é um musical perfeito. De fato: é mais brega impossível, over dramatic, e tudo mais. Mas, news for you, musicais são bregas! Afinal, de onde pessoas conversam e saem cantando do nada?! Teatro musical é entretenimento e não ciência.

A música é maravilhosa, não entrarei em detalhes. Mas tá, aí digamos que tu odeias a música, aí tu tens o cenário: O Chandelier que sobe do nada, e cai no palco, a reprodução da Ópera de Paris, o cemitério, o Phantom’s Lair e o caminho até lá (cena do barquinho) e last but not least a escada do Mascarade, e citando o meu amigo Pablo: “aí você vê aquela escada e pensa: e você pensa, gente o que é essa escada?!”. É um musical de 1987, no palco se vê coisas que não se imaginava naquela época que era possível fazer no teatro. Aí, tu completa com o figurino e maquiagem. Mas tá, tu não te impressiona com o cenário, porque já viu Wicked e Mary Poppins. Bom, aí tu tem a história, os efeitos visuais e de som. Não tem como não achar uma coisa que te agrade no Phantom of the Opera.

Eu sou uma que não consigo mudar a música se tem alguma tocando. E volta e meia gosto de ouvir as gravações e assistir a peça. Independente do que possa estar acontecendo na minha vida, sempre me coloca in a good place. Eu e o Pablo inclusive criamos a teoria de que a perfeição de tudo é assistir o fantasma comendo M&Ms azul e Kitkat. E eu posso dizer que nesta quinta feira, eu vivi a utopia.

 Então vamos a short review do show: Não comentarei da produção pois sempre é outstanding.

Christine, Sara Jean Ford: although ela é uma ótima atriz que conseguiu trazer um pouco de personalidade para a personagem, era difícil de acreditar que ela seria considerada a melhor voz em Paris considerando que o resto do elenco todo era muito forte neste sentido. Mas ela não tentou ser a Sarah Brightman, e merece destaque por isso.

Raoul, Ryan Silverman: Eu adorei ele! Tá, clichê total! Não trouxe nada ao personagem, mas a voz era algo – é outra coisa quando colocam um cantor com background em ópera para fazer esse musical, né?! Carlota, Patricia Phillips: Maravilhosa! Diva total! Meg Giry, ainda a Heather McFadden: Fico triste de pensar que em alguns anos ela já vai ter passado BASTANTE da idade pra fazer a Meg, pois é excelente! Madame Giry, Cristin J Hubbard: Foi interessante, diferente do que estamos acostumados. Ela manteve a postura da megera professora de ballet, mas trouxe uma certa sweetness para a personagem, até sorriu em algumas cenas.

Phantom, Hugh Panaro: First of all, welcome back!! É impressionante ver a diferença das performances dele desde 1999. Ele não faz apenas o fantasma desde lá, mas every now and then ele volta para o elenco. E a performance, obviamente sempre amadurece, tanto no sentido de interpretação quanto vocal. É o melhor Phantom que eu já assisti ao vivo, e isso que vi o Anthony Warlow quando vi na Austrália. A última cena do trio no Phantom’s Lair é simplesmente genial.

Tentei achar vídeo para mostrar para vocês, mas infelizmente não tem. O melhor que pude achar foi uma gravação do tittle song que é uma cena maravilhosa do Hugh e Rebecca Pitcher (aviso que ela também não é uma boa Christine, though, a Christine que eu recomendo é a Sandra Joseph)

Phantom Of the Opera: Hugh Panaro e Rebecca Pitcher


However, achei o Final Lair com um elenco que é muito bom: John Cudia, Jim Weitzer e Sarah Lawrence.


O maravilhoso de assistir o Phantom tantas vezes é que tem aquele excitmente de “I love this part”, “agora é tal música”, “agora é tal coisa”, e também a gente se permite prestar atenção em diferentes detalhes e nos side characters. E preciso destacar que consegui um lugar maravilhoso, bem embaixo do chandelier.

Ahhh eu comentei que o Hugh Panaro também estava no tour com a Babs?!

La Cage Aux Folles, Sexta 8/10:

La Cage é a minha atual obsessão musical, como já falei no último post. De verdade! Daqueles musicais que tu sai com algo mais do que um folded program and a ripped ticked. É um show nostalgic and unique. É divertido, mas ao mesmo tempo trata de preconceito, família, entre outras coisas sérias de uma forma leve. E incrivelmente atrai uma platéia de idosos.

Eu fui preparada para não gostar, por alguns motivos: 1) Assisti a produção em 2004 e amei, com Gary Beach, Daniel Davis e Gavin Creel; 2) Na produção de 2004, o figurino era mais caro e o número de Cagelles era maior, nesta produção eram apenas 6. 3) Eu estava torcendo para Finnian’s Rainbow no Tony Award.

Mas digo com todas as letras que esse musical mereceu o Tony Award de Best Revival. Eu amo Finnian’s Rainbow, e de fato foi linda a produção. Sem contar que o figuro do La Cage não foi tão elaborado quanto em 2004/05, e o número de Cagelles deixou as danças um pouco menos impressionantes, mas La Cage foi GENIAL!

Primeiro: referências foram ótimas: Poses de diversos musicais como Chicago e A Chorus Line (eles começam como A Chorus Line), imitações do Albin/Zaza na música La Cage desde Ethel Merman a Kathleen Turner, passando por Edith Piaf, Marilyn Monroe entre outras. Which brings me to Tony Awards: merecidíssimo Best Leading Actor in a Musical. Para mim, a melhor performance de I am what I am.

Douglas Hodge I am What I am


Destaco ainda Kelsey Grammer (também conhecido como Fraser Crane), como George e Robin de Jesus como Jacob, que sinceramente, roubou a cena de todos o que me surpreendeu muito, pois eu não achei que ele fosse o perfil do personagem. Por mais que eu ame Gavin Creel, e destaco sempre que possível a performance dele como Jean Michel em 2004, AJ Shively também consegue fazer com que a gente se apaixone, odeie ele, e depois volte a amar.

Das músicas de La Cage, para aqueles que não conhecem: La Cage Aux Folles, Song on the Sand, Anne on my arms, I am what I am e The Best of times, Look over there is now.

E fica de treat, because it is soooo cute o vídeo da produção de 2004 de Anne in my Arms (Gavin Creel e Daniel Davis – sim o Niles do The Nanny)


Next to Normal 11/10, segunda

Next to Normal para mim foi o melhor música de 2009. Ainda acho que merecia o Tony Award de Best Musical. A história é interessantíssima, as músicas são muito bem compostas e o book não poderia ser melhor. Ganhou o Pulitzer, nem preciso comentar isso! 

Marin Mazzie arrasou como sempre, apesar do repertório ser meio grave pra ela. Bom, difícil de replace a Alice Ripley nesse musical. Jason Danieley, on and off stage husban, foi ótimo, assim como o resto do elenco. Do elenco original permanecem o Adam Chandler Berat e Louis Hobson, que é extremamente parecido com o JD do scrubs, Zach Braff.

Fica aí um vídeo do elenco original, pois não achei com o novo, mas já dá uma idéia do musical. Gabe - Aaron Tveit, Diana - Alice Ripley, Dan - J. Robert Spencer.



Promises, Promises, 12/10, Terça feira

O musical é bobinho. Muitos de vocês conhecem as músicas: I’ll Never Fall in Love Again e I say a Little Prayer, a house is not a home. Bom, são desse musical. É bem 60ths, mas o que faz com que seja um musical extremamente badalado é que o elenco é formado por vários grandes nomes incluindo: Kristin Chenoweth (também conhecida como Glinda, Sally Brown, bêbada do Glee), Sean Hayes (ou Jack McFarland ou Just Jack) e Molly Shannon (mil papéis, Saturday Night Life por anos).

Anyway, acabou dando a coincidência que eu fui assistir logo na opening night da Molly Shannon, o que foi maravilhoso. O segundo ato tem uma cena entre o Sean e a Molly que é priceless. Depois consegui falar com os três o que foi bem legal. 

Deixo aqui um videozinho de I’ll Never Fall in Love Again com Sean Hayes e Kristin Chenoweth



The Adams Family, 13/10, Quarta feira

Quando o elenco é formado por Nathan Lane, Bebe Neuwirth, Terrence Mann, Carolee Carmello e Jackie Hoffman, não dá pra pedir mais nada. É mais do que a garantia de um ótimo show. Além disso, é divertidíssimo e cheio de inside theatre jokes, que são piadinhas especiais para o público dos musicais. 
A performance foi divertidíssima!!!! Incluindo improvisos, devido ao uma lâmpada que estourou no palco deixando Nathan Lane e Bebe Neuwirth com ataques de riso. Posso escrever de todo o elenco páginas elogiando o show. Principalmente porque sou mega fã dos 5 atores que comentei.

Addams family traz coisas bem tradicionais da Broadway. As coreografias, as músicas, lembrando um pouco do que o The Producers fez, principalmente com as referencias de outros musicais (Sound of Music, por exemplo) e piadas como “And what’s better then singing? Singing and Dancing!”. Great show para os leigos.

Citando a frase da Lucrecia "É uma piada que eles fazem especialmente pra gente. Tu vê quem sabe de musical pelo número de 'good byes' que as pessoas demoraram pra entender a piada. A gente começou a rir no primeiro"

Fica aqui um preview para vocês.



Alguns trivia points here:

- Sabem o Terrance e o Phillip do South Park?! Segundo algumas linhas de estudo, dizem que estes personagem são named after Terrence Mann e Philip Quast que foram dois importantes Javert's no musical Les Miserables, que também serve de inspiração para o filme do South Park. Destaco do currículo de Terrance Mann OBC de Les Mis como Javert, Beauty and the Beast como Beast e Cats, Rumtum Tiger. Além de fazer o coreografo no filme A Chorus Line. Além disso, foi o último Javert que eu assisti antes da produção original do Les Mis fechar na broadway.

- A Krysta Rodrigues eu assisti no Good Vibrations. Inclusive estava sentada do lado do namorado dela na peça. Só lembro dela porque ele falava pra todo mundo que a namorada tava na peça e tirava fotos dela.

- A Bebe Neuwirth é Lilith, ex-esposa do Fraser no seriado. Além disso destaco: Velma no OBC do Chicago.

Avenue Q, 17/10, Domingo.

Bom, nesse dia eu fui com a Lucrecia assistir Avenue Q, agora na versão off broadway. Primeiro que as duas dublaram o musical o tempo todo. Foi ótimo! Cortaram algumas coisinhas, mas sinceramente, continua sendo o musical que eu levaria meus amigos que que não gostam/conhecem musicais. Humor politicamente incorreto o tempo todo, realmente facilita para agradar a todos. Se tu não gosta das músicas sem dúvida vai rir das piadas.
Deixo aqui um vídeo para quem quiser conhecer:


Espero que os que são já musical theatre geeks, like me, tenham gostado das reviews e dos vídeos. E espero que os que não conhecem musicais tenham aprendido um pouco mais depois desse long post. Já estou com uma ótima lista de musicais marcados para Novembro e Dezembro. I will keep you posted! :D

Beijos

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

The best of times is now... and lots to catch up

Este será um post um longo, pois aconteceram MUITAS coisas desde o último post. Pequeno resumo para que vocês possam pular algumas partes caso não se interessem por todas:  What’s going on at University e o ínicio da minha vida como uma socialite novaiorquina; Visitas, encontro inesperado de Porto Alegre e  new friends; Broadway, 5 musicais, encontrando velhos amigos,...  a thousand good memories and one traumatizing event.

É muito comum quando se faz intercâmbio aprender algumas lições importantes. Uma coisa que eu adoro quando leio os blogs e e-mails dos meus amigos que são marinheiros de primeira viagem é ver todas essas coisas que eles vão descobrindo sobre eles mesmos, o quanto vão mudando sua forma de pensar e o quanto que vão crescendo. Eu passei por isso no meu primeiro intercâmbio. Nos intercâmbios e viagens seguintes, aprendi muito também, mas as fichas que caíram sempre foram menores do que as do primeiro.

O que eu não esperava é que cairia uma BAITA ficha no meu 4º intercâmbio, ou seja, já uma macaca velha das viagens mais diversas, vivendo na cidade que eu mais conheço e que mais me preparei para morar. (E eu prometo que toda essa filosofia vai fechar com os updates que muitos estão curiosos pra saber)

A lição veio embalada pra presente da melhor forma possível, em um musical! E em um dos meus favorites: La Cage Aux Folles. Mais informações no próximo post onde colocarei as reviews dos últimos musicais. A letra é simples, a música também, mas a mensagem é válida e fecha muito bem com a minha vida em NY:

“So hold this moment fast,
And live and love
As hard as you know how.
And make this moment last
Because the best of times is now,
Is now, is now.”

Os theatre-maniacos já começaram a cantar a música assim que leram o título. Mas seria muito egoista da minha parte não dividir a melodia e a cena com os que não conhecem. O vídeo abaixo é para aqueles que querem assistir e conhecer a música.






O vídeo é da performance do Tony Award, então claro que perde-se um pouco do contexto.

Esta é a cidade que nunca dorme. Aqui as coisas acontecem muito rápido, então é bom aproveitar ao máximo e saber que cada momento é único. E eu canso de pensar: ah, essa semana tem mil coisas acontecendo, mas na próxima já vou ficar sem ter o que fazer. Well, isso não aconteceu um dia desde que eu cheguei. Acabo sempre conhecendo pessoas interessantes dos lugares mais diversos, sendo apresentada por alguém ou randomly na rua mesmo. Isso gera convites para as programações mais diversas e assim vai. Além disso, também tem aquela coisa de ter sempre alguém chegando e alguém indo embora... 1 semana parece um mês, um mês parece um ano. Mas não porque está boring, ao contrário, porque muitas coisas acontecem.

Dizem que a natureza do universo é mudança. E de fato, aqui mudança é parte da rotina.  E por isso, a gente acaba aprendendo a aproveitar o presente, porque daqui a dois dias pode estar tudo diferente.

Vou contar um pouco dos últimos 10 dias para vocês entenderem a dinamica (e colocarei o título dos assuntos que são comentados, caso queiram pular alguma parte.

What has been going on in school:

Na quinta feira, 07/10, comecei a minha cadeira de Foundations of Coaching II. A turma seria nova, só 3 outras pessoas da minha turma original estariam nessa session. A caminho da sala, encontrei uma colega que eu não conhecia ainda que estava perdida, Tatiana, ela é da Colômbia, e aquela do pessoal da America do Sul, contamos a vida em 10 minutos, pouco depois eu comento que conheço várias pessoas da Colombia por causa de uma organização que eu trabalhei, e não deu outra, a guria é alumni da AIESEC em Bogotá.

Chegando na sala, fui super bem recebida pelas minhas colegas da primeira cadeira que tinha até guardado lugar pra mim. E entendam, uma recepção calorosa de novaiorquinos quer dizer um great deal. Da turma estava S., a original de Israel que morou a vida toda nos EUA, trabalha com imóveis, super down to earth, dedicada e daquelas pessoas que eu sei que posso ligar qualquer coisa. Li, a segunda mais nova da turma, definitivamente uma people person e a breeze of fresh air. E La, que eu havia comentado antes, que trabalha no meio da moda, ela é bem reservada num primeiro momento, mas é um amor, super disponível, com histórias interessantíssimas além de ser ULTRA chique, com ela aprendi a frase “in NY, if you even have a doubt on what to wear, wear black.” (Os nomes estão em iniciais para proteger a identidade das pessoas, visto que são pessoas públicas)

Como vocês podem ver, o networking na NYU é muito mais importante do que as aulas em si.

E aí entra o inicio da minha vida de socialite novaiorquina...

A La tem uma organização, que eu já devo ter comentado antes, que uma vez por mês ela recebe um grupo de 20 gurias da alta sociedade daqui para assistir uma palestra de alguém importante tipo: Martha Steward, Tory Burnch, etc. Quando conheci ela lá em setembro, eu pensei que seria muito legal ir no evento, mas não achei que conseguiria pois trata-se de um grupo bem fechado.

No primeiro dia da nossa segunda cadeira, ela comentou da possibilidade de eu ir, mas não para assistir, e sim para dar uma palestra sobre PNL. Pegou o meu contato e ficou de me mandar um e-mail. No dia seguinte recebo um convite dela para um charity event. Super selecionado numa galeria de arte no Chelsea, que as gurias que estão na organização dela estão preparando.  E será ótimo para networking além de que a charity é em algo que eu realmente acredito: Public Performing Art Schools. Será no dia 08/11! Quanto a palestra, ela ainda está vendo as datas, mas estarei lá no evento na casa dela como convidada mesmo na próxima semana.

Visitas e new friends...

Vamos em ordem de datas para não deixar o post caótico. Na sexta feira, 09/08,  a noite, não queria sair, pois tinha muitos trabalhos para terminar no sábado de manhã, já que minha amiga de Hong Kong, Betty, chegaria à cidade no sábado de noite. Então, como não tinha grandes planos, resolvi assistir um musical: La Cage. Até porque faz parte da minha procrastinação.

Eu, Lucrecia, Javier e Mariano no Life Café
Ao meu lado estavam sentados Lucrecia, Mariano e Javier, 3 argentinos que se tornaram meus grandes amigos - sim, coisa mais normal fazer amigos no teatro aqui, desde que seja antes, no intervalo ou na saída do teatro, durante a peça não é permitido se comunicar (comigo, pelo menos)!!

Afinal, onde mais eu vou encontrar pessoas que saibam todo o libreto de mais de uns 100 musicais. No decorrer da estada deles em NY nos encontramos várias vezes, ou seja, to hablando tri bem agora! Foi tri diver! Theatre jokes all around e músicas o tempo todo, e das mais diversas. Com isso, também acabamos fazendo mil atividades que vou contar daqui a pouco. E aproveito para destacar que para o povo do teatro musical, a rivalidade entre Argentina e Brasil não existe!

O primeiro encontro inesperado de Porto Alegre...

No Sábado à noite, minha amiga Betty, de Hong Kong, tinha acabado de chegar de viagem. Aí depois que ela fez o check in no Big Apple Hostel =] fomos jantar em um pequeno restaurante de comida mediterrânea no Hell’s Kitchen. E mind you, não é uma região muito popular com turistas. Estamos lá sentadas, conversando, quando entra um casal, que me parece um tanto familiar, e eu penso: “Bahhhh, mas esse cara é muito parecido com um primo meu”.

Aí eu fiz o que qualquer pessoa faria, liguei para a minha mãe que sabe da vida de todo mundo, e ela me informou que sim eles estavam em NY. E de fato era o Fernando e a Perla.


I mean, what are the odds?! Num restaurante pequeno, numa zona não turística de NY eu encontro logo os meus parentes de Porto Alegre?! Foi divertidíssimo!

O discurso tá pronto já!
Agora uma curiosidade que gerou muitas risadas: eles estavam alugando um apartamento que era de um produtor de cinema, creio. Então tinham livros, cartazes, fotos, etc que eram interessantíssimos. E pra completar, não é que tinha um Emmy (prêmio tipo o Oscar mas de Televisão) exposto lá?! Eu acho que falei 30 mil vezes que se estivesse lá faria discursos umas 3 vezes por dia. Adorei o brinquedinho!!

E por falar em encontros inesperados, dois momentos Dear Old Friends: na terça a noite, depois da minha aula fui esperar a Lucrecia sair do A Little Night Music, e vejo que o Stephen Buntrock está agora no lead role do musical. Logo que vi o cartaz, pensei “O Peter Lockyer certamente vai vir assistir a peça em breve, afinal eles são muito amigos”. Poucos minutos depois, o povo começa sair do teatro e quem eu encontro?! Faziam três anos desde a última vez nos encontramos. Eu conheço o Peter desde que eu tinha uns 15 anos, nos tempos de Les Mis, e ele é o meu 1 grau de distância da Barbra Streisand! Ele foi um dos 4 tenores que cantou com ela no tour pela Europa (eu passei boa parte da minha viagem em Israel trocando e-mail com ele para conseguir ingressos pro tour).


O segundo encontro com uma dear old friend, foi sábado passado. Encontrei uma colega minha de High School, Alda, depois de 10 anos!  Ela agora mora no queens! De Los Banos para o mundo! Ela era da minha turma de Português 5, onde eu era a Teacher Assistant e não fazia absolutamente nada além de dar mais nota do que deveria para  os meus amigos... ahhh good times.




No Domingo, 10/10, recebi a visita da Aliyah e era a despedida do meu amigo Anthony que estava voltando para a França. Então, como a pessoa boemia que eles acham que eu sou (mas na verdade sabemos bem que eu prefiro mais um bom musical), levei o pessoal no Standard Hotel, que é um dos meus lugares favoritos, e para o 1OAK, que aparentemente era quase impossível de entrar, mas com os meus contatos não pegamos nem fila. A Aliyah disse que agora eu já sou uma real new-yorker.

Bom, mas festas a gente tem praticamente igual em todos os lugares do mundo. O que é diferente é que com a visita da Betty, e os argentinos isso acabou gerando algumas atividades interessantes durante a semana... foram 4 musicais, alguns passeios turísticos, algumas festas, e muitas risadas e piadas musicais. O grupo era todo da classe artística, então cenas como estas acabavam sendo muito comuns:

That Jazz


Grand Plié - para quem ficou boiando no post de dança
Tondue

Um pouco de Ópera também, né? Valkiria

Enfim, tudo era desculpa para uma música ou uma coreografia. Bom, mas voltando aos passeios turísticos, destaco 2 coisas que fizemos:

Igreja Gospel: Mas não a boa, nos a apelidamos  carinhosamente de trashy gospel church. A boa estava lotada, aí um cara mal encarado na rua disse para irmos para uma outra na rua 132 (neste momento o Javi se vira para mim e fala baixo: "e está foi a última vez que viram os 3 argentinos e a brasileira"). Chegando lá, era uma garagenzinha menor que meu apartamento, com 5 pessoas, 2 mulheres corpulentas cantando com a voz mais grave do que um barítono a seguinte frase “Oh He ain’t got to do it, be He did” e essa era a letra da música, que virou a piada interna, até porque pode ser aprlicada a qualquer situação. Além da ausência total de ritmo da senhora com o pandeirinho.

Meu objetivo da viagem agora é voltar lá todo o domingo e treiná-los: 1) afinar o piano que tava desafinado, 2) mudar o tom da música, porque não tem porque ser tão grave, e 3) ritmo!!!!! Então chegamos a seguinte conclusão: de duas uma, até que os argentinos voltem pra NY ou o pessoal da igreja vai estar super bem, ou eu vou ter perdido total noçao de ritmo e tons musicais.

Como vocês já podem ter percebido, piadas internas é o que mais teve. Pelo título e música tem deste post, vocês já podem notar que a minha mais nova obsessão musical é La Cage! Casualmente a deles também foi. E por isso, nada mais natural do que querer cantar  em todos os momentos The Best of Times is Now, We are what we are, La Cage aux Folles e por conseqüência Keep it Gay do The Producers, que acaba levando a todo outro repertório (I miss the Producers).

E o que mais fazíamos era soltar quando em momentos de revolta o monólogo do Jacob, um clássico, ainda mais com o sotaque latino do Robin de Jesus no papel. Infelizmente só decoramos “If you think that I will..... then you got another thing coming!”. A parte do meio se perdeu in translation.


Life Café!

Com um grupo tão into musical, claro que aproveitei a oportunidade para finalmente conhecer o Life Café: lugar onde Jonathan Larson frequentava e se inspirou para escrever Rent, além de ser o cenário de uma das minhas cenas favoritas do musical, La Vie Boheme.

Coreografia original com o elenco slighly reduced

Jonathan's Bench
Livro de registro
E no caminho passamos pelo flea market! Eu vou acreditar que é o que o Angel comprou o casaco pro Collins, tá?! :)


E last but not least das atividades turísticas: patinação no gelo também conhecida como 

O Momento Traumático!

Segunda feira, 18/10: Estava tudo acontecendo como tinha que acontecer. Acordei cedo, terminei meus papers a tempo de ir encontrar o pessoal no Rockefeller Center, que é um lugar tão lindo para patinar. E como todos os turistas concordam com isso, gera-se uma super lotação. Long story short, tivemos um pequeno incidente na pista. Eu cai e torci o pulso, nada super sério, mas estou com ele imobilizado por alguns dias. E claro que mesmo  dias depois do acidente, continua sendo um motivo para risadas para os locais e os que não estão aqui, vide a foto que me taggearam no facebook e a sua legenda. Para aqueles que não tem acesso a cópia abaixo.

"Miriam y su aclamada "Little Mermaid on Ice" (notese que le estan pidiendo un autografo)" By Mariano
Cenas engraçadíssimas foram criadas por causa disso também, afinal mesmo com um braço a menos eu continuei tendo que ir na lavanderia carregando uma trouxa de roupa, fazendo o rancho da casa entre outros... enfim, um tanto interessante.

Encerrarei o post por aqui, pois já tá bem grandinho. Fico devendo para o próximo o show da Jane Monheit, Museu do Sexo com Carina e Anthony e as Broadway reviews: Phantom, La Cage, Next to Normal, Promises Promises, Adams Family, Avenue Q.

Semana que vem já tem algumas atividades bem interessantes marcadas. E Halloween next weekend! 


Beijos!


Para quem quiser ver as fotos desses últimos passeios, fica aqui o álbum do Picasa.

Columbus day weekend e semana seguinte