sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Despedidas, visitas (surpresas), um pouquinho de moda e Liza!

Olá people!

Sei que tenho escrito pouco, mas a agenda por aqui é sempre cheia. Este último mês foi bastante busy em função das despedidas, visitas e tudo mais. Minhas aulas começaram oficialmente semana passada. Por enquanto só tenho uma cadeira, as outras começarei em Abril. Agora começa a parte mais prática do curso, mas ainda assim terão mil papers para entregar - os americanos adoram papers. Além disso teve o NY Fashion Week, que agora é no Lincoln Center (home of the NY City Opera, Metropolitan Theatre, American Ballet e Julliard School), um dos meus lugares favoritos na cidade. 


Começando pelo fashion week:

NY é uma cidade onde tendências são criadas e não seguidas, por isso é interessante observar as vitrines, propagandas, para ver a forma que as marcas vão se posicionando (claro, isso para os interessados em gestão de marcas), como isso vai afetar vários outros segmentos e até um pouco do comportamento do consumidor (que ainda está se adaptando a realidade americana pós-crise de 2009). Mas deixamos isso para um próximo artigo acadêmico, não?!

Não fui a nenhum dos desfiles, mas fui a algumas after-parties que foram bem legais - nothing too special, tough.

Uma observação divertida sobre os novaiorquinos, ainda dentro desse assunto de tendências moda. É muito comum alguém perguntar pra ti ou tu ver uma pessoa no metro perguntando para outra onde ela achou tal roupa, acessório, bolsa etc. E aqui tu encontra pessoas vestidas de qualquer jeito em qualquer lugar. Apesar de os EUA ser mais formal que o Brasil, quando trata-se de roupas no trabalho, para situações sociais a frase mais falada é "This is New York, nobody cares!"

Despedidas:

A idéia ter feito um post especial para a despedida das gurias, porque eu poderia escrever páginas e páginas sobre o grupo, já deixa muitas saudades. Então tentarei resumir aqui os eventos de despedidas, ou de colocar no taxi para ir pro aeroporto - como nós chamamos.

A despedida da Ieda foi um almoço no Tao. Proporcionando a última foto cômica e a meia hora pra conseguir um taxi no meio da park avenue.

Para a Célia, além da arrumação de malas e compras de última hora, foi uma passada rápida no Cornerstone (pubzinho local) e depois de volta a arrumação das malas. Para a Rê a Nayara foi um café da manhã/almoço no food emporium aqui perto de casa, e depois negrinho (elas já falam) com o leite moça que a Mayra deixou pra gente. Eu a Rê e a Bianca fomos no Lion King uns dias antes de despedida.


A Bianca ficou mais 10 dias aqui em casa. Foi uma excelente roommate. E como ela tava de férias, foram algumas atividades de despedida: Memphis, o musical, cinemas, restaurantes e a ida a Coney Island - que no inverno it's a bad idea! Mas graças a isso tive a realização de um old dream: andar do início ao fim de uma linha de subway.


Como eu sou a que ficou, além de ter colocado todas nos taxis, recebi bens de herança e fiquei com as aquisições do grupo (incluindo o maldito karaoke do Natal). Ficam certamente as várias histórias, piadas e momentos. 

Visitas e surpresas:

Esse mês tive a visita de duas grandes amigas que conheci na Austrália: Duda, de Brasilia, que foi minha parceirona de Sydney e Melbourne. E a Tina, da Alemanha, que foi minha companheira de acampamento em Fraser Island. Foi muito legal! Eu não encontrava elas desde março de 2008! Mas como mantemos contato no passar dos anos, continuamos super amigas.

A Duda veio para NY com a Livia, também super querida! Elas ficaram pouco tempo em NY, mas deu para aproveitar bastante (apesar da super gripe que eu estava aquela semana).

E claro, coisas de NY. As gurias tinham acabado de chegar e estavam com fome. Como já eram umas 3 da tarde fomos no Sbarro comer uma pizza, o pequeninho ali da times square. No que descemos pra pegar mesa, não é que eu encontro ex colegas de colégio?! Enfim, isso gerou várias outras sociais. 

Foi muito legal encontrar o Richard e o Felipe! I mean, what are the odds?!




Bom, aí logo depois que as gurias foram embora, as alemãs chegaram e pararam lá em casa. E nos primeiros dias elas estavam em função dos passeios turísticos.. mas conseguimos ir a alguns lugares diferentes: Garage Bar de jazz e levei elas no Kiss and Fly, que também era a despedida da Cathy, outra amiga brasileira que já voltou.

Bom, como se não bastasse ter encontrado os guris do nada. O mesmo aconteceu um pouco antes da Duda e Livia irem embora. Estava indo no hotel me despedir delas, e não é que eu encontro outra amiga de colégio?! A Babi ficou mais tempo em NY, então deu pra se encontrar bastante! Foi ótimo!! Conseguimos sair algumas noites, conferir um dos restaurantes/bar mais badalados de NY e colocar o papo dos últimos tempos em dia!!!




Ah, e deixo aqui o meu protesto a não visita do Breno! Que voltou direto pro Brasil. :P

Próxima visita confirmadíssima e com a agenda cultural já lotada: Pabs!!

LIZA MINNELLI!

Depois de assistir Cher, e antes de ir para Lady Gaga, era importante passar por algo tão espetacular, mas mais down to earth mas mantendo o brilho. Até porque Cher, é Cher! E, para a minha sorte, Liza, manifestou-se!

Nem eu acredito! Sei que estou realizando os sonhos de muitos (muitos amigos gays do mundo inteiro gostariam de estar no meu lugar, afinal segundo Liza, eles têm um bom gosto), mas eu tive a sorte dois dos maiores ícones das performing arts praticamente no mesmo mês: Cher e Liza

Foi another night to remember. The best of Jim Caruso's Cast Party. Evento originalmente organizado por Liza, em sua residência, e frequentado por uma galerinha legal, simples, tipo Babs (Streisand), para tocar e cantar músicas de qualquer tipo. Como disse Liza "sing with the music, not infront of it"

E além de Liza, Chita Rivera outra lenda da broadway e dos musicais se apresentou no mesmo evento!!! Destaco que elas são as duas originais do Chicago.

Bom, não entrarei em detalhes sobre toda a apresentação. Vou falar dos momentos principais: Chita abrindo o show, cantando Mais Que Nada em inglês! MARAVILHOSA! Dançando, cantando, repetiu, foi ótimo!! O resto do evento todo foi muito bom! Jim e Billy são engraçadíssimos, as apresentações algumas muito legais outras boas!

Liza, obviamente fez o final do show. No que chamaram ela o público inteiro se levantou! Devem ter aplaudido uns 3 minutos. E ela é a coisa mais querida! Ela cantou a primeira música escrita para ela, para um musical que não foi lançado, mas a música era linda. Claro, ela já tem uma certa idade e a voz não é mais a mesma de quando ela era nova, mas não importa.

Bom, até que depois de muito conversar sobre os 30 mil anos do Cast Party, ela começa a cantar a sua segunda canção (again, ela foi a única que teve duas músicas): New York, New York. Mas dava pra ver que tava faltando voz. E foi nesse momento que eu comprovei a teoria de que Liza pode tudo! No meio da música, antes de modular, Liza pede para parar a música e diz "Sorry, this is not good enough for you!" parou, bebeu agua e fala "Give me a break, I just got out of an airplane". E voltou e cantou a música da parte que ela tinha parado. E foi o máximo!!!! E depois ela trouxe todo o elenco pro palco pra cantar com ela a última parte de novo!

Liza é Liza!

Com essa, eu encerro o post. E agradeço as gurias girls pelo apelido de mini Liza Minnelli! Nunca estive tão honrada! hehe

Beijos com paetês

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entr'acte

Tradução básica para os leigos: entr'acte é o intervalo entre dois atos de uma performance teatral, geralmente a abertura do segundo ato. No teatro musical é normalmente um medley orquestrado dos principais tunes do primeiro ato, e já dando uma mostra do que esperar para os grandes números do segundo ato.
 
Desculpem a demora para voltar a postar. Após a viagem ao Brasil, começou o meu entr'acte, e com isso o tempo era um pouco curto (e admito que a preguiça era grande). E vocês sabem, quanto mais o tempo passa mais coisa tem para contar. Mas I'll try to make it simple...
 
(Para aqueles que não encontrei) A viagem ao Brasil foi ótima, apesar de muito corrida e mal ter dado tempo de encontrar todo mundo. A social desde o minuto que aterrizei em Porto Alegre, um pouquinho de trabalho e outras errands. Foi bom fugir do frio e curtir a família, amigos e a Ullinha. Além de tirar muitas fotos com a polaroid - logo logo serão escaneadas, é muito trabalho.  Cenas de choque cultural tragi-cômico: sai as 4 da manhã do Jimbaran, para ir pra casa, achando que está em Manhattan e tem taxis por todos os lado e a qualquer hora... bottom line, fiquei até as 5 da manhã esperando e ainda dividi o taxi com uma guria que morava fora do país.
 
Bom, a viagem de volta para NY começou já na cia de um dear old friend, Fernando que também teria pelo menos 5 horas de espera no aeroporto de Guarulhos. Chegando no aeroporto de guarulhos descubro que o meu voo estaria 4 horas atrasado. Resumindo, foi um dia de muitas emoções: encontros inesperados no aeroporto, luta para ter lugar para sentar na sala vip e lá presenciamos uma criança quase morrer e ser salva. E foi lá que muitas das frases celebres da visita do Fernando em NY começaram.
 
A primeira semana em NY foi curta. Acabei não assistindo o musical que eu tinha ingresso (Women on a Verge of a Nervous Breakdown) porque o musical fechou no dia 2. Nesse dia fui no último Tin Lizzy da galera e do Japa-loiro (DJ e celebridade local)







Las Vegas e o Show da Cher Chegando em Las Vegas a primeira parada foi ir no Ceasar Palace pegar o meu ingresso para assistir Cher. Lá descubro que o meu lugar é na segunda fila no centro. Quase morri! Eu cheguei na quinta feira, e o show seria no sábado. Então marquei uma ida ao Grand Canyon na sexta, já que não tinha dado para ir em outras viagens.



A felicidade da criança

Uma observação engraçada, eu estava parando no tropicana, e a vista do meu quarto era do New York New York - para não sentir saudades.  Bom, a ida ao grand canyon foi bem legal. A nossa guia conseguiu nos levar no Hoover Dam que é o real motivo pelo qual Las Vegas existe pois os trabalhadores ficavam jogando no seu tempo livre e o jogo era controlado pela mafia.






Quem lembra da foto com o canguru?!

Como eu já conhecia Las Vegas, nos outros dias fui nos lugares que eu gosto mais e visitar os novos hotéis e relembrar alguns traumas que havia passado na cidade, como andar de monorail quando as pessoas se alongam (piada interna com meu querido padrinho). A gente perdoa, mas não esquece. hehe
 
O show da Cher, não falarei muito, pois foi simplesmente o melhor show que eu fui na minha vida! O começo foi igual ao do Farewell tour, ou seja, perfeito! E eu tava MUITO perto do palco! Sou mais fã hoje do que antes de ver o show. Ela cantou várias antigonas, trocava de figurino a cada número, e terminou o show com Believe. A voz dela tá perfeita e ela canta que nem nas gravações e ainda errou uma parte de If I could Turn Back time - o máximo!!!! Enfim, Cher is everything!



As fotos de Las Vegas estão no link abaixo.



Bom, voltando para NY tive a ilustre visita do Fernando. Fomos a vários restaurantes ótimos que já estão entrando na minha listinha de dicas da Big Apple. Além disso, foram dois musicais, algumas noites e muita diversão. A classe artística quando se junta só sai... bem, algumas frases e cenas marcantes da semana de destaque:

- A volta de Carolina Ferraz em "Porque eu sou RICA!!" (agradecimentos a Raca e a Caca),  
- a melhor frase de Sex and The City, ever!! "Anytime there is this much gay energy in a room, Liza manifests" 
- Gal Costa em "Brasil" - Pah
- "Pega na mão de Cher e vai!"
 
Bom, nessa semana também foi o inicio da fase das despedidas, que terão um post dedicado somente para isso.
 
Beijos

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Intermission

Geralmente a última cena do primeiro ato é uma das melhores partes de um musical, seja pelas melodias, números de efeitos tecnológicos, suspense, comédia, grandiosidade ou mesmo dramaticidade. Essas cenas tem como principal objetivo deixar o público impressionado e interessado durante o intervalo além de, em muitos casos, destacar o plog e situar o público para que fiquem atentos a o que pode acontecer no segundo ato. Das famosas cenas de final de primeiro ato pode-se destacar One Day More de Les Miserables, a queda do chandelier do Phantom Of the Opera, Defying Gravity de Wicked, So Much Better de Legally Blonde, I Believe de Spring Awakening, Where do I go de Hair... etc

Chegamos ao final do primeiro ato da viagem e obviamente isso merece um post. Entretanto dessa vez vou tentar resumir em bullet points esses últimos meses, para que todos possam ficar situados nos acontecimentos, afinal cheguei nessa cidade uma homeless, desempregada e sem conhecer muitas pessoas e saio daqui em uma situação bem diferente.

- Depois de muita procura, tenho um apartamento ótimo no upper east side, como eu queria fica há 2 quadras do metro e a 1 quadra do supermercado.
- Primeiro semestre minha pós graduação com média A e oferta de trabalho de uma das professoras.
- Estou começando a trabalhar com minhas colegas de pós que tem uma empresa de coaching.
- Depois de muito ameaçar, finalmente nevou MUITO aqui em NY.


Logo que começou
Entrando em casa


O dia depois de amanhã


- Finalmente tenho o cartão gold do Starbucks!!!
- Meu atual café é Tall Vanila Latte.
- Frequentei eventos dignos de Gossip Girl e sai na coluna social duas vezes.
- Frequentei encontros da AIESEC, mas vi que não é nem perto dos nossos de POA.
- Fui no Serendipity e tomei o famoso Frozen Hot Chocolate, e didn't care for it.
- Fiz aula de theatre dance, ballet, jazz e sapateado e aprendi a dançar com cadeiras, chapéu, bengala e qualquer outro acessório que já foi usado em algum musical e tudo isso de salto-alto. E sim, "os braços são contra você" quando se gira a pirouette.
- Aprendi que "once you go Dolce you can never go back" e admito que tenho dias de Becky Bloom.
- Tudo aqui tem brilho, e eu adoro. Me chamam de Mini Liza só porque eu comprei um all star brilhoso.

... tá! admito, além do all star também comprei um vestido de paete...

- Vi coisas engraçadas ao atravessar a Williamsburg Bridge a pé com o pessoal.

- Tá, eu também escrevi na ponte:


- Peguei o mesmo taxi umas 3 vezes, e o motorista já virou meu brother.
- Continuo muito amiga dos old friends.
- Tenho cia para tomar chimarrão e falar que o RS é o melhor estado do Brasil.
- Conheci um Japa-loiro, que é uma celebridade local e um Holandês da Bahia.
- Me despedi de amigas muito queridas que moravam aqui já foram embora, mas continuam presentes: Carina (RS), Caca (RS), Taty (Colômbia e AIESEC), Monica (CE), Anne (SC), Ampi (Espanha), Ksenia e Anna (Rússia).
- Fiz amigos MUITO queridos que ainda estão aqui e fico muito feliz de poder contar com eles para simplesmente fazer nada.
- Montamos o tripé: Seriedade, Maturidade e Pontualidade. E o tripé não vive sem o Equilíbrio.








- Fizemos um amigo secreto em 6 pessoas e todos choramos.


A Rê me conhece muito!
- Passamos um natal divertidissimo lotando um pequeno apartamento de 25 amigos.
Gossip Girl meets 90210
- Total de visitas do Brasil e outros lugares: 6 - Jimmy (Irlanda), Betty (Hong Kong), Renatinha (POA), Isa (POA) e meus pais.
- Total de encontros inesperados com parentes e/ou amigos: 1.
- Total de musicais: 24 (encerrada a temporada com Les Mis 25th Anniversary tour cast - totally rocked!)
- Total de shows não musicais: 3 óperas, 2 shows Bryan Greenberg e Michael Bublé, 1 peça de teatro Driving Miss Daisy com James Earl Jones.
- Total de compras em geral: no comments.

The best is yet to come:


Para o próximo ato, algumas coisas já estão mais do que confirmadas:
- Terei roomates por algumas semanas!
- Para janeiro e fevereiro já confirmados e com passagens compradas os queridos visitantes: Nando, Tina e Duda!!
- Abertura da temporada de musicais com Woman on the verge of a Nervous Breakdown!
- Lady Gaga em Março, em Boston...

E last, but most definitely, not least:

- Ida a Las Vegas para assistir the one and only: CHER!!!!! 22 de Janeiro!

Bom, needless to say que muito aconteceu nesse tempo, não?! Saio de NY com poucas malas, pego o shuttle para o aeroporto sem ficar pensando em 120 mil maneiras de ficar mais tempo, e volto para cá depois de duas semanas com trabalho e cheia de atividades.


Seguinto o tema de intermission, encerro este post com uma cena de efeitos tecnológicos, melodia e definitivamente a performance de uma verdadeira Diva deixando o público preparado para o que as cenas dos próximos atos. 




Beijos!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

It's the most wonderful time of the year... Holiday season in NY

Chegou a pior época do ano para se estar em NY: Holiday Season!! É quando a cidade fica super lotada de turistas, mal se consegue andar por algumas ruas (34th, e times square area, rockefeller center, por exemplo) e é praticamente impossível entrar em qualquer loja nos finais de semana. Fun, fun, fun. Para manter a sanidade e o nível de calma, alguns, como eu, acabam pensando em diversas maneiras de eliminar turista por turista, mas não fazem nada, apenas utilizam os pensamentos para conforto próprio.

Tem feito muito frio. E hoje estamos tendo a primeira neve do ano, meaning, amanhã vai estar FRIO, a cidade vai ficar super bonita e depois super caótica!


Por outro lado, tirando a super lotação e o caos, a cidade fica linda toda decorada de natal, e com holiday music. Eu adoro pois aprendi todas quando era do glee club do meu colégio na California. Essa é a única época do ano em que se pode cantar The Christmas Song (Chestnut roasting on an open fire) sem ser estranho - coisa que eu e o Ricardo nunca levamos a sério nas aulas de canto em POA.

 
Além disso, essa época do ano desperta o melhor em todos nós: Christmas shopping!!! E christmas presents!! Não comprei muito nos últimos dias e também não ganhei praticamente nada. Mas posso dizer que meu presente de natal por enquanto foi realizar um sonho de consumo de muitos anos de sair andando pela cidade com uma sacolinha azul de uma loja bem conhecida.

Ahhh e estou de férias da pós e já inscrita para as próximas aulas.

E outra novidade, descobri que o Owen Wilson mora aqui perto! Encontrei ele no metro sábado - believe it or not!

Aulas de dança e canto:

O pessoal tem perguntado bastante como andam as aulas de dança e canto: Estão ótimas! Faço aulas de canto com o Andrew, marido da Cláudia. Obviamente é super divertido. O Andrew fica meio apavorado, no bom sentido, com as notas graves - mas realmente, tem dias que eu tô praticamente um barítono. O repertório 100% broadway, por enquanto (Hairspray, Les Mis, Song and Dance e Cabaret foram os últimos). Estamos focando bastante em belting, o objetivo é soar como a Jennifer Holliday.
 
Nas aulas de dança, continuo uma bailarina velha, mas já BEM melhor do que no início. Por semana, tenho feito em média duas aulas de theatre dance (a princípio com o Jim Cooney) e uma aula de ballet. A aula de ballet é aquela coisa de sempre. E penso em retomar o sapateado no próximo semestre.

As aulas de theatre dance são ótimas! A princípio sempre se usa algum prop (chapéu, bengala, guarda-chuva, etc) para as coreografias. Essa semana estávamos fazendo uma coreografia do filme Burlesque, dançando em cadeiras - bem Don't Tell Mamma do Cabaret. Foi bem challenging, porque além de ter que se equilibrar na cadeira, enquanto faz todos aqueles movimentos, tinha que interpretar as personagens... - detalhe, a cadeira era para pessoas altas! Não lembro ter tido tanta dor muscular depois de uma aula.


A vida imita a arte: Depois das aulas do Burlesque, estou eu cozinhando (sim... eu cozinho) em casa quando do nada soa o alarme de incêndio. O único jeito de eu desligar a coisa foi subindo num dos meus bancos de bar que são altos para apertar num maldito botão. Ainda bem que tive o treinamento na aula, não?!


Show do Bryan Greenberg e Lançamento do Black Swan

Duas atividades de última hora que foram divertidissimas. Eu e as gurias fomos no show do Bryan Greenberg. Eu não o conhecia como cantor, só como ator. Ele não toca ou canta muito, mas o show foi divertidíssimo. Fizemos amizade com a banda e eles nos convidaram pro after party. Depois acabamos indo para outra festa, no club Juliet, que só chegando lá fomos descobrir que era a festa de lançamento do filme Black Swan.
 
Sinal de admiração: imitando as orelhas do Bryan



No dia seguinte tivemos a nossa primeira despedida do grupo... a Mônica, a mais sensata  e calminha do grupo, estava voltando pro Brasil. Agora ela já está aproveitando o calorão de Fortaleza e nós aqui na neve. 

De noite, como estavamos no clima "despedida, cansadas, não vamos sair", eu e a Célia fomos a times square assistir um musical - afinal, se tu não tem o que fazer em NY, why not ver uma peça?!

E por falar nisso, desde o último post, a lista de 5 musicais aumentou para 9, incluindo Spider-Man (by Bono). 

Broadway Reviews:
 
Bom, assisti dois repetidos, então como tem muito o que catch up nas reviews, não fazer outra aqui. Mas corrigindo uma gafe do post de reviews anterior: A Little More Mascara está também na lista de músicas maravilhosas de La Cage.

Rain: A Tribute to the Beatles - sinceramente, eu achei que seria péssimo! Mas foi MARAVILHOSO!! Os atores pareciam muito os Beatles, principalmente o Paul. Claro, não é a mesma coisa que assistir os verdadeiros, mas é um tributo. A orquestragem foi perfeita, e outra, conseguiram deixar o Neil Simon Theatre com o clima de um show dos Beatles. Não é para qualquer um levantar uma platéia inteira da broadway, mais de uma vez. O show acaba cedo de mais, e admito ter sentido falta de algumas músicas como Help, Yellow Submarine, Ticket to Ride, If I Fell, e Penny Lane. Assisti com meus pais e depois com meus amigos brasileiros e amei as duas vezes. Cantei e dancei muito e definitivamente nasci na década errada.

Bells Are Ringing, Encores!: Ahhhh, eu amei, né?! Encores! e Kelli O'Hara, melhor do que isso só descobrir que o Will Chase tá cantando muito! O musical é fofíssimo, e produção encores significa que são poucos os que conseguem ingressos, so I am glad I did.

Million Dollar Quartet: O MÁXIMO! Front runner para o Tony Awards do ano passado, e como não assisti Memphis ainda, não posso comentar se deveria ter ganhado ou não. Tudo bem que não é o Johny Cash, o Jerry Lee Lewis, o Elvis e o Carl Perkins. Não chegam perto, mas bring down the house!! Hunter Foster tá impagavel como Sam Phillips. Elizabeth Stanley, sem comentários! Canta com uma facilidade absurda. Mas destaco principalmente Levi Kreis como Jerry Lee Lewis, que é inacreditavel! E deixo a minha dica, se forem assistir o musical, sentem do lado esquerdo do teatro para poder ver o piano, vale a pena. Prova número 2 que nasci na década errada. O musical é muito bem montado, e acho que todo mundo se emociona ao ver a foto e ouvir no final a gravação original do dia que se passa essa história. 

The Scottsboro Boys: Quando as músicas são de John Kander (Cabaret, Chicago) e a direção é de Susan Stroman (The Producers, Young Frankenstein) as expectativas são altas. Mas a verdade é que dá pra se entender porque o musical vai sair de cartaz - não é nada comercial, e todos os personagens terminam mal, ou seja, tu sai do teatro num clima pior do que o que tu entrou (e isso é vindo de uma pessoa que ama Les Miserables, ou seja, it's bad). Fora que trata de um problema social que já foi resolvido há um bom tempo. A música não é ruim, tinha algumas coisas bem estilo Kander. O problema foi o book mesmo, e a super direção coreografada. A Stroman tem um péssimo hábito de querer colocar dança em tudo, e às vezes não convém. Eu já tinha percebido isso no filme The Producers e no Young Frankenstein e nesse musical ela simplesmente repete o mesmo erro.

Bloody Bloody Andrew Jackson: Ai... não me batam, mas eu gostei. Tá, não é uma mega produção, não é a melhor música ou direção ever, mas é entertaining. (E eu admito que as vezes posso gostar de coisas que não são boas - Little Women comes to mind). A atuação é feita pra ser tosca, no início fica até meio forçado, mas depois entra no clima e eu ri MUITO! Demos sorte de assistir o Heath Calvert (que já conhecia do Hair e Good Vibrations) como Andrew Jackson. O elenco bem jovem e em geral foi bom. Enfim, musical divertido, mas definitivamente longe de ser maravilhoso.

 E agora a review mais esperada da temporada:
 
Spider Man Turn Off the Dark: 

Bom, durante o semestre todo, tem tido muita especulação se o musical vai ou não estreiar. A idéia deles é um tanto inovadora, então foram alguns acidentes, processos, testes e assim vai. O musical começou as previews semana passada. Eu assisti nessa quarta feira e foi a primeira run through sem paradas. Em média eles estavam parando em torno de 4 vezes por espetáculo para lidar com os problemas técnicos. O intervalo foi de 45 minutos para que eles lidassem com os problemas que apareceram, mas o show não foi interrompido nenhuma vez.

Tendo Bono and the Edge como compositores, a expectativa era alta para a música e infelizmente deixou a desejar. Se tiveram duas músicas boas que eu escutaria no meu mp3 player foi muito. E não tinha muita história. A verdade é que eles tentaram fazer muito em muito pouco tempo e no final não exploraram nada de mais. Fico curiosa para assistir depois da estréia e ver que mudanças que eles vão fazer na música e no book.

Por sorte ao invés de colocarem a Evan Rachel Wood como MJ, Jennifer Damiano está no papel, e eu amo a voz dela, além de achar ela bem a cara da personagem (mesmo não mudando muito da Natalie em Next to Normal). Reeve Carney foi interessante como Peter/Spiderman, vocalmente ele é ótimo, mas deixou um pouco a desejar na atuação, mas o papel é bem puxado para alguém que seja mais roqueiro do que qualquer coisa. Outros nomes conhecidos: Matt Caplan (que assisti como Mark no Rent e jamais teria pensado em colocá-lo como um bully) T.V. Carpio (Spelling Bee a que canta I Speak Six Languages). O trabalho de ensemble tá bem legal e não é uma peça de estrelas. 

Por mais que não tivesse muita história e as músicas não fossem lá essas coisas, admito ter ficado BEM impressionada com as cenas de luta no suspensos em cima da platéia. Os figurinos são muito bem pensados e as coreografias também. Sem dúvida é um musical que pode melhorar muito, mas eles tem muito trabalho pela frente.

Bom, encerro o post por aqui, até porque ficou interminável de novo.
Beijos

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais um catching up to do! Charity Event, Apartamento, Visita dos Pais, etc

Again, depois de tanto tempo, e muitas reclamações, está na hora de colocar as novidades em dia. Até porque, fui forçada a ficar em casa por motivos de força maior (gripe) , ou seja , com tempo para finalmente escrever. 

Para aqueles que não sabem, meus pais vieram para NY, dizendo que iam me visitar, mas sabemos muito bem que I’m just an excuse. Obviamente com a vinda deles isso acaba gerando muitas atividades incluindo: encontros com parentes e amigos, 4 musicais (Rain,  Addams Family, Millior Dollar Quartet e La Cage), compras, etc... também foi na mesma época que o meu amigo Lorenzo voltou para procurar apartamento na cidade então vida social busy busy, mais algumas atividades relacionadas a broadway (Bells are Ringing, Encores! Production e Stephen Sondheim book signing)... logo depois disso foi o Thanksgiving aí domingo teve o show do Michael Bublé, e só consegui parar pra escrever agora. 

As reviews dos musicais deixarei para o próximo post, para que este não fique tão longo.

Bom, antes de mais nada, aproveitando o tempo de sobra que eu fiquei em casa nos ultimos dias, finalmente me prestei para colocar as fotos do apartamento no blog. Dá pra ter uma idéia como é, e ainda coloquei foto do poster que fica na parede atrás da cama que não saiu na foto.

Antes e Depois
Pronto! Não reclamem mais quanto a isso! :)

Agora vamos as novidades por partes... 

Charity Event

Bom, como vocês devem lembrar ou ter visto nos últimos dois posts, eu fui em um Charity Event que o grupo de gurias que a minha colega criou, organizou. O evento foi super legal! Algumas celebridades, pessoas influentes no mundo da moda e de performind arts, incluindo Neil Diamond, Kate Baldwin, enfim... evento bem Sex and the City meets Gossip Girl. Tava a midia toda e o evento deve sair nas revistas Vogue, InStyle entre outras nesse ou no próximo mês. 

Acabei saindo na coluna social aqui em NY, recebi a foto da minha colega essa semana. Conforme as notícias do evento forem saindo, creio que devo receber por e-mail aí posto os links por aqui. 

O evento foi na Galeria Malborough Chelsea, aproveitando a exposição do Claudio Bravo, artista chileno, if I am not wrong. Tinha um silent auction com diversos produtos do mercado de luxo e na saída recebiamos uma gift bag com brindes e catalogos dos apoiadores (que segundo a minha colega eram mais caros que o valor dos ingressos). Na gift bag veio: 2 trufas do Upper Crust (soooo good); 3 gloss Pur Lisse; 1 gloss da MAC; 1 Vougue; 1 CD do Neil Diamond que está para ser lançado; $50,00 para as bijoux Charm & Chain.

Visita dos Pais

Bom, agora não me lembro bem o que fizemos quando meus pais chegaram. Só lembro do meu apartamento ser tomado de malas as 8 da manhã de uma terça feira! Bom, chegaram, me trouxeram coisas do Brasil (pão de queijo, chimarrão e bis) e presentes da viagem anterior - motivo pelo qual a decoração do meu apartamento é com leques da Espanha.

a prova do crime
Após o treinamento de regras de convivência e do lar, e como separar o lixo, fomos resolver a situação mais importante: televisão e computadores. Essa cidade é incrivel, em menos de 1 hora saimos da B&H com 3 computadores e uma televisão maravilhosa (que provou ser muito útil nesses dias de gripe). A questão depois era o que fazer com a televisão velha que a minha amiga tinha me dado... 

When in Rome, do like the Romans do... Jogamos a televisão na rua junto com o lixo. Pra quem já veio pra NY, o lixo deles é interessantíssimo. A gente vê coisas novas e super boas no lixo, que as pessoas deixam quando vão se mudar e tal. Aqui a mobilia é tão barato e o serviço de mudança tão caro que é melhor comprar mobilia nova do que levar a antiga para um novo apartamento - Only in America. O único problema é que  eles colocaram a TV no dia errado, e demoraram séculos para tirar a maldita televisão da rua. E teoricamente dão multa quando isso acontece. Sem comentários...

Bom, como falei antes, foram muitos passeios, compras, alguns encontros com amigos e familiares e mais algumas compras. Eles descobriram a Bed, Bath and Beyond e com isso queriam fazer o Extreme Makeover Home Edition no meu apartamento. Cada dia que eu voltava pra casa tinha alguma mobilia diferente, que eles queriam, é claro. Again, sem comentários.

O dia em que eu conheci Stephen Sondheim (e não conheci Julie Andrews)

Agora vou falar sobre algo muito triste que aconteceu nessa minha estada em NY... o book signing do Stephen Sondheim. Não que ter ido no book signing dele assistido a palestra e falado com um dos maiores compositores de musicais ever tenha sido triste. Foi ótimo!!! Mas no mesmo dia descobri que a Julie Andrews estava dando uma palestra em outra Barnes and Nobles e não daria tempo de ir assistir, porque começava antes e para essas coisas tem que chegar umas duas horas de antecedência. Então tive que fazer a dificil escolha de permanecer na loja da Union Square para ver a palestra do Sondheim, o que não foi facil - o calculo foi baseado na idade, a Julie é mais nova então a probabilidade de conseguir assistir ela de novo é maior do que a de assistir ele. Mas vocês muito bem a importancia que a Julie Andrews teve na minha vida!

Mas vamos focar no Stephen Sondheim. Primeira coisa é que ele tem uns 80 anos e não poderia estar mais inteiro. A palestra foi maravilhosa e alguém fez a pergunta que eu e o Pablo tanto queriamos ter feito para o Stephen Schwartz no masterclass, tá, não exatamente a pergunta que queriamos, perguntaram "Do you wish it was you who have written any of the musicals written by other composers?" (e nós sabemos muito bem que musical e quem é o compositor que todos estão pensando).

Coisas que eu amei, ele mesmo criticou algumas das letras que ele escreveu., principalmente em West Side Story que foi um dos primeiros trabalhos dele escrevendo letras. Contou muito sobre a convivencia dele com Bernstein, Cole Porter, Rodgers e Hammerstein. E basicamente ele escreveu o livro dele a essa altura da vida out of jewish guild.
 
Um pouquinho da vida social esse mês...

Bom, depois de muito andar com grupos de italianos e franceses onde eu era a única guria do grupo, agora também tenho um  ótimo grupo de amigas brasileiras, onde eu sou a única gaúcha, mas todas falam gauchês comigo!

Gurias no Miss Favela

Limo Party
Com a vinda do Lorenzo, teve várias sociais e festas com os italianos, mais a Taty, minha amiga Colombiana. E depois que ele voltou pra Itália, o espírito dele permaneceu, e continuamos todos nos encontrando com frequência. Posso dizer que os promoters estão muito felizes comigo, porque na maioria das vezes que saímos o grupo que antes era 3, 4 pessoas, agora é 10,12, as vezes até mais. 

Até fizemos mais uma limo party esses tempos. 



E apresento pra vocês o tripé, minhas queridas roommates Ieda e Célia! Que são super sérias que nem eu. Inclusive foi com elas que eu ouvi a frase: "I live in the Upper East Side. Do I look I'm from anywhere else?" Que virou praticamente um "Oi! Tudo bem?!" pra gente.

Thanksgiving 
Um dos feriados mais importantes do ano nos EUA é o Dia de Ação de Graças. Que foi nessa última quinta feira. Como meus parentes me convidaram, eu fui para Long Island almoçar com eles. As gurias estavam organizando uma janta então daria tempo de ir nos dois.

Almoço em família foi aquela coisa de sempre (depois do primeiro thanksgiving em Los Banos já não me surpreendo muito) familia reunida, assistir a parade e o jogo de futebol americano, e a comida tipica de thanksgiving: Turkey, mashed potatos, gravy, pumpkin pie, sweet potatos e assim vai.


Ahhh e nesse fim de semana começou a nevar perto de NY... daqui a pouco já dá pra esquiar! :)

Bom, depois do lovely lunch with the family (onde ganhei o pó pra chocolate quente Max Brenner da Rony, parenta de Israel), fui me encontrar com as gurias na casa da Ieda e da Célia onde as gurias estavam fazendo o Thanksgiving dinner.


Percebe-se que eu só cheguei a tempo do negrinho, né?!

Show do Michael Bublé

Foi maravilhoso! Sim, eu sou uma senhora de 75 anos que vai no show do Michael Bublé sozinha! Que coisa boa poder assistir um mega concert no Madison Square Garden onde o repertório é quase todo jazz. Ele cantou várias standards que eu amo!  E é engraçadíssimo! Sinceramente não esperar rir tanto no show. 

Ele abriu o show com Cry me a River, depois cantou Mack The Knife (explicou até de onde veio a música, só faltou dizer que é do Kurt Weil, né?!), e logo depois foi direto pra Everything, que pra mim é uma das melhores músicas dele. E ele fechou o show, antes do biz com I just haven't met you yet. Pra mim a única que faltou dos standards foi I Got You Under My Skin, mas sai do show bem feliz. A orquestragem também estava ótima!

A única coisa ruim de ir em show sozinha é que tu não tem com quem dividir "OMG, I love this song!!!", o senhor de idade que sentava ao meu lado não tava muito interessado em saber a minha opinião.
 
Bueno, encerro este post então, pois depois de 3 dias sem sair de casa quase, eu hoje a noite vou ao teatro. Amanhã ou depois devo postar sobre os musicais.

Beijos